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10 discos essenciais para conhecer Madonna (parte 1)

Em seus mais de 40 anos de carreira Madonna consolidou-se como a grande rainha do pop. Confira seus 10 melhores discos para compreender Who’s That Girl?

Na última quinta feira Madonna compareceu ao centro de Nova York para divulgar a premiere de seu novo show. O lançamento de “Madame X Tour” marca o fechamento do ciclo pertencente ao álbum de mesmo nome. Em seu 14° álbum Madonna nos apresenta que ainda tem muito o que fazer na indústria da música e a sua turnê, mesmo em teatros, reafirma que ela ainda é capaz de arrastar multidões por onde passa.

No auge de seus 63 anos Madonna esbanja vitalidade para alongar seu legado. São mais de 14 álbuns de estúdio, soundtracks, remixes e coletâneas, além de carregar o título de artista feminina que mais lucrou com suas turnês. Segundo o livro dos recordes, Madonna vendeu cerca de 300 milhões de discos em todo o mundo.

Abaixo você confere a seleção dos 10 melhores e essenciais álbuns para conhecer as diversas faces da rainha do pop e como Madonna construiu um império no mundo da música.

10. Madame X (2019)

O mais recente trabalho musical de Madonna é carregado de mensagens e significados que em uma primeira audição podem passar despercebidos. Construído sob o alter-ego de mesmo nome do álbum, as faixas misturam ritmos, idiomas e mensagens sociais distintas, nada muito diferente do que Madonna costuma fazer em sua carreira. Além da carga política, Madonna trás um frescor nos feats com Maluma (“Medellín” e “Bitch, I’m Loca”) e se joga no funk em parceria com a brasileira Anitta (“Faz Gostoso”). 

Com 12 avaliações positivas no site Metacritic, o álbum carrega uma média 70. O site NME definiu o projeto como “um dos momentos mais imprudentes da carreira”, e e segue, “Madame X é ousada, bizarra e diferente de tudo que Madonna já fez antes”.

Em destaque a faixa “Dark Ballet”

Dark Ballet” traz em sua letra e videoclipe críticas aos padrões sociais e “o impacto desproporcional do patriarcado nas minorias”. O vídeo traz uma protagonista transsexual representando Joana d’Arc, a crítica direta a igreja é mais uma vez cenário para Madonna expressar sua arte. A faixa é definida pela crítica como uma das mais insanas e experimentais da carreira da rainha do pop.

9. Bedtime Stories, 1994

O sexto álbum de Madonna surge como uma corrente purificadora. Após as polêmicas geradas na era anterior com o lançamento de seu disco Erotica e o controverso Sex book, Bedtime Stories traz uma sonoridade mainstream e temas como paixão, tristeza e romance. Com ritmos voltados ao R&B, hip-hop e pop, o disco se destaca por explorar um lado mais pessoal de Madonna sem perder a essência sensual que a artista revelou em Erotica. Bedtime é tão feroz quanto.

O álbum conta com a faixa título composta pela artista islandesa Björk, sendo um dos maiores destaques da obra com sua sonoridade eletrônica. É definida como a faixa mais afastada dos trabalhos anteriores de Madonna. Assim como a faixa, o clipe se tornou um dos maiores destaques na carreira da artista, custando aproximadamente US$ 5 milhões. Mesclando obras de arte, surrealismo e tendo como inspiração Frida Kahlo e Leonora Carrington, a composição audiovisual foi posta em exposição permanente no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.

Em destaque a faixa “Take A Bow”

Composta e produzida pela própria Madonna em parceria com o produtor Babyface, a faixa é considerada uma das melhores baladas da carreira. O décimo primeiro #1 da cantora foi inspirado em musicalidades orientais e instrumentos de cordas. Sua atmosfera construída em torno de um amor não correspondido foi retratada no clipe para a música, onde nele, Madonna encarna uma mulher que sofre pelo seu amante, um toureiro que a abandona. Muitas polêmicas surgiram após o seu lançamento, diversos veículos dos direitos dos animais e órgãos apontavam a glamourização das touradas e outros criticavam a posição de submissão que a protagonista sujeitava-se.

8. Rebel Heart, 2015

Reconhecido por muitos como o álbum menos coeso de sua carreira, o décimo terceiro trabalho em estúdio de Madonna soa como um reflexo de seus sentimentos, e em muitos momentos soa confuso. Mas em geral, suas excentricidades dão formato ao seu projeto mais pessoal. A diferença de sonoridades e ritmos presentes no álbum se dá pela gama de produtores e DJs com quem a cantora trabalhou, nomes como Diplo, Avicii, Ryan Tedder e Toby Gad fizeram parte da produção do disco. O álbum traz em suas faixas o lado rebelde de Madonna e também revela suas fragilidades. Rebel Heart é de fato uma carta de Madonna para Madonna, além de ter sua assinatura como compositora em todas as faixas do disco.

As melancólicas “HeartBreakCity”, “Ghosttown”, “Rebel Heart” e “Joan of Arc” revelam os dramas e sentimentos vividos pela artista no momento de concepção e produção do disco. Já nas faixas mais ousadas como “Bitch, I’m Madonna” vemos a artista recobrar a confiança e elevar o tom para uma festa louca com Nicki Minaj.

Em sua crítica para o site Metacritic, o veículo Allmusic atribui uma nota 80 ao disco e pontua que a ambição de Madonna permenece junto com a forma de estar no limite do sangramento.

Ela está permitindo que seu passado se misture com seu presente, permitindo que ela pareça humana, embora um pouco mais grandiosa ao mesmo tempo.

Allmusic

Em destaque a faixa “Living For Love”

O lead single do décimo terceiro álbum de Madonna surge como uma mistura de EDM, house music e uma pincelada de elementos de gospel (sério). Em sua letra Madonna aborda um fim de relacionamento com seu foco voltado para as lições positivas que se pode tirar de um término.

A canção seria lançada originalmente no dia dos namorados (14 de fevereiro de 2015) mas por conta de vazamentos foi reajustada e lançada em 20 de dezembro de 2014. A faixa teve uma recepção positiva e para a crítica a música mostrava-se como uma evolução se comparada aos lead singles de seus dois últimos álbuns (Hard Candy e MDNA). Dias após seu lançamento Madonna subiu ao palco do Grammy e levou o público aos seus pés com uma performance excepcional. O momento se tornou o mais visto da premiação naquele ano.

7. Like A Virgin, 1994

O segundo álbum de Madonna chega com a promessa de sustentar o caminho por ela traçado em seu debut álbum. Com uma proposta musical diferente do primeiro disco, Like A Virgin traz uma sonoridade marcada pelo dance-pop e repleta de letras provocativas. 

O disco é considerado um dos pilares musicais da década de 80, foi o responsável por elevar o nome de Madonna perante o mercado musical a nível mundial. O lead single de mesmo nome do álbum obteve um desempenho de alto nível, se tornou a primeira canção da cantora a atingir o topo da Billboard Hot 100. Além de marcar o início de um legado invejável, a canção de mesmo nome do disco rendeu um dos momentos mais lembrados e referenciados na cultura pop, a icônica performance no palco do VMAs. 

Além de provocar a classe mais conservadora ao se vestir de noiva e cantar sobre virgindade, Madonna também ressignificou as prioridades de uma mulher no mundo materialista. A canção “Material Girl” vem como segundo single do álbum e até os dias atuais levanta debates acerca das interpretações possíveis da canção e clipe. De maneira geral, Like A Virgin expressa o que Madonna esperava para sua carreira, o sucesso, junto das inpumeras polêmicas e aclamações que a cercavam.

Em destaque a faixa “Angel

Composta por Madonna e Stephen Bray, “Angel” foi uma das primeiras músicas selecionadas para compor o disco. Sua principal inspiração é a história entre uma mulher que é salva por um anjo e consequentemente se apaixona por ele.

O terceiro single do álbum alcançou o top 5 da hot 100 e recebeu críticas mistas da imprensa especializada, para muitos a música é um verdadeiro desastre e inferior aos seus singles anteriores, para outros a canção era um technopop romântico que encantou os ouvintes e mesmo sendo lançada ao lado de outra canção (Into the Groove), “Angel” obteve sucesso e destaque próprio.

6. True Blue, 1986

Fechando a década e consolidando seu nome como a maior artista dos anos 80, True Blue é um dos álbuns mais importantes da carreira de Madonna. O terceiro álbum da rainha do pop fez história ao se tornar o disco mais vendido mundialmente no ano de 1986 e o álbum feminino mais vendido da década de 80.

O LP mistura ritmos cubanos, instrumentos de corda, bateria e influências clássicas. Madonna co-escreveu e co-produziu todas as faixas do álbum, sua versatilidade foi extremamente elogiada pela crítica, que também destaca os vocais mais graves e consistentes da artista. Outro aspecto importante é o tom mais maduro que o disco traz. As músicas abordam temas românticos, liberdade, questões sociais como gravidez na adolescência e aborto.

O lead single “Live to Tell” foi inspirado em sua infância e discorre sobre desilusões. É considerada como a melhor balada de sua carreira. Alcançando o topo da Billboard Hot 100 a música foi o 3° Top 1 da cantora, despertou o interesse do público geral que viu em Madonna uma artista amadurecida.

O veículo Allmusic ressalta como Madonna estabelece seu nome como o maior da década de 80, com uma avaliação de 4.5/5 estrelas, declara:

O que é brilhante sobre True Blue é que ela faz as duas coisas aqui, usando a música para atrair os críticos da mesma forma que ela está atraindo um público de massa com golpes de mestre como “Papa Don’t Preach” […] Seu verdadeiro truque aqui, no entanto, é transcender seu status de diva do pop dance ao lembrar conscientemente o pop clássico de girl group (“True Blue”, “Jimmy Jimmy”) para atrair a crítica, enquanto aprofunda os grooves de dança (“Open Your Heart , “” Where’s the Party “), tocando ritmos latinos (” La Isla Bonita “), fazendo um apelo pela paz mundial (” Love Makes the World Go Round “), e entregando uma tremenda balada que reescreve as regras do adulto contemporâneo (“Live to Tell”).

Allmusic

Em destaque a faixa “La Isla Bonita”

Rejeitada por Michael Jackson, reescrita e produzida por Madonna, “La Isla Bonita” é verdadeiramente uma das canções mais contagiantes da rainha do pop. O último single do álbum True Blue se tornou um dos lançamentos mais importantes da indústria musical na década de 80. A mistura de ritmos latino americanos e cordas hispânicas é uma homenagem aos mistérios e beleza do povo latino-americano, segundo a própria artista.

A recepção da crítica seguiu os fluxos do público, “La Isla Bonita” foi definida por muitos como uma música audaciosa e uma das melhores já lançada pela cantora. A canção obteve também êxito comercial mundial sendo uma das mais bem sucedidas daquele ano.

Leia a parte 2 aqui!

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