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5 bandas emergentes de rock para conhecer e acompanhar

No dia do rock, confira cinco apostas do ESC* de novos artistas de um dos gêneros mais escutados em todo o mundo.

O dia 13 de julho tem uma notinha no calendário para lembrar que é nessa data que comemoramos o dia do rock. Essa é uma data mundialmente celebrada pelos fãs de guitarras elétricas, e passou a ser comemorado porque, neste mesmo dia, em 1985, foi realizado o grandioso festival Live Aid.

Em seu ano de estreia, o evento teve como palcos as cidades de Londres, na Inglaterra, e Filadélfia, nos Estados Unidos da América. O festival é realizado até os dias atuais, sempre com o intuito de arrecadar fundos para erradicar a fome na Etiópia, país africano. A lineup do Live Aid de 1985 contou com os nomes de Led Zeppelin, The Who, Eric Clapton, Dire Straits, Queen, Paul McCartney, Black Sabbath, BB King, Sting, Phil Collins, U2, David Bowie e muitos outros.

Há quem diga que o rock está morto, há quem diga que é coisa de “tiozão”. A verdade é que o gênero nunca deixará de existir e, assim como todas as tendências e estilos das mais diferentes searas de expressão artística do mundo, o gênero continua a se reinventar constantemente. Para te mostrar que o rock está vivíssimo, aqui estão algumas sugestões de bandas de rock para ouvir toda a discografia.

FEVER 333

Se você curte Rage Against The Machine, você provavelmente irá curtir o som dos caras do FEVER 333. As performances em estilo “guerrilha”, como nomeia o crítico musical Eric Campi, refletem o espírito revolucionário do trio estadunidense. Usando a música como um meio de ativismo, a sonoridade do grupo é bruta, encorpada e raivosa. Guitarras com fortes distorções, acrescidas da voz militante do vocalista, Jason Butler, dão voz ao FEVER 333, um gupo que ousa gritar suas palavras de ordem contra qualquer tipo de papel social. Um ponto curioso da banda é seu próprio nome, que carrega a ideologia do grupo. O “333” do final do nome da banda representa a tripla repetição da terceira letra do alfabeto: a letra “C”, que significa comunidade, caridade e mudança (change, em inglês). Juntamente ao “FEVER” (febre, também em inglês), a banda consolida o desejo de, assim como a banda Rage Against The Machine, encorajar discussões sobre conversas que precisam ser realizadas nos tempos de hoje.

Para começar a ouvir: “MADE AN AMERICA”, “BITE BACK” e “BURN IT”.

Måneskin

Como já foi recomendado anteriormente neste artigo do ESC*, a banda do momento é o grupo italiano Måneskin. Formada por quatro jovens com idades entre 22 e 19 anos, a banda ocupa hoje a lista das 50 bandas mais tocadas em todo o mundo, além de ter duas canções dentre as cem mais faixas reproduzidas nos últimos dias. Para uma banda que venceu o Eurovision há menos de dois meses, esse é um feito realmente estratosférico. Em seus primeiros trabalhos, como é o caso do disco cover “Chosen” e do autoral “Il ballo della vitta”, o rock aparece marcado por sonoridades funky. Já em “TEATRO D’IRA VOL. I”, Måneskin aposta em guitarras nada leves que, somadas à voz rouca do vocalista, Damiano David, resultam em um som rude.

Para começar a ouvir: “IL PAURA DEL BUIO”, “I WANNA BE YOUR SLAVE” e “Morirò da Re”.

Vivendo do Ócio

Formada em Salvador, no ano de 2006, o grupo Vivendo do Ócio é um dos principais nomes do rock brasileiro contemporâneo. Seus três álbuns contribuem muito para a cena nacional do rock, de forma com que a banda se apresentou no Rock in Rio do ano de 2019. O clipe de “Bomba Relógio”, faixa integrante de “O Pensamento É Um Imã”, disco mais recente da banda, conta com imagens do mockumentário “Vive Le Rock”, gravado no sul da Itália. A tradução do nome do filme é justamente, “Viva o Rock” – uma coincidência fortuita para as recomendações em comemoração desta data. Vivendo do Ócio vale o seu play, principalmente se nas suas playlists sempre constam faixas dos gêneros indie rock, garage rock e post-punk revival.

Para começar a ouvir: “Nostalgia”, “Meu Precioso” e “O Amor Passa No Teste”.

The Struts

The Struts é para quem não abre mão do rock clássico mas que, assim como citado na introdução desse artigo, é receptivo(a) à adição de novos elementos ao gênero. Isso porque algumas das influências do quarteto têm o pé fincado no alicerce dessa vertente do gênero, como é o caso dos Rolling Stones, Queen, David Bowie e Aerosmith. Apesar do som tradicional da banda, sua discografia pode ser a trilha sonora de uma aula de dança (principalmente das mais loucas e improvisadas). A sonoridade dançante dos Struts casa perfeitamente com o estilo dos integrantes,uma vez que a irreverência em meio ao corriqueiro é o que agrega tanto espírito de novidade à banda e aos seus trabalhos.

Para começar a ouvir: “Body Talks”, “Could Have Been Me” e “Kiss This”.

Teenage Joans

Com apenas um EP e dois singles lançados, o dueto australiano Teenage Joans consegue fazer um barulhinho pela Oceania. A banda é formada por duas adolescentes, ambas menores de idade, e por isso as Teenage Joans compilam o puro suco de rock adolescente. Suas letras contam dilemas e questionamentos de uma fase repleta de descobertas e mudanças, e suas melodias se situam em uma interseção entre o indie rock e o pop punk. Apesar da pouca idade, a intenção não é que o dueto seja relacionado a comentários que contenham as palavras “amadurecimento”, ou “evolução” em um tempo futuro: as jovens musicistas já dão conta do recado e bagunçam plateias com seu rock firme e consistente.

Para começar a ouvir: “Three Leaf Clover”, “Therapist” e “Wine”.

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