Na capa de 1976, Cartola e Dona Zica, enquadrados por uma janela, olham a rua. Ele de óculos escuros, sua mulher ao lado, lenço na cabeça. Quando a Discos Marcus Pereira (que hoje integra o catálogo da Universal Music Group) lançou aquele que ficaria conhecido como “Cartola” ou “Cartola II” (para diferenciar de seu primeiro disco, também homônimo, lançado em 1974), o compositor já havia atravessado a invisibilidade, a redescoberta e a consagração.

A imagem da capa, numa camada mais funda, informa essa trajetória que cruza intimidade e cidade, o olhar do poeta sobre o mundo de seu tempo. Cinquenta anos depois, o relançamento em vinil pela Universal Music Brasil, dentro do projeto “Safra 76” — que até o fim de 2026 celebra álbuns daquele ano presentes no acervo da companhia — recoloca essa janela diante de nós.
O disco vem dois anos após o primeiro LP solo, também pela Marcus Pereira, selo movido pelo claro projeto cultural de registrar repertórios de alto valor histórico num mercado que nem sempre os priorizava. Sob produção de Juarez Barroso, o álbum de 1976, ao lado de seu antecessor, fixa em vinil um conjunto de canções que se tornariam núcleo da obra de Cartola.
O LP exclusivo já está disponível no site da Universal Music Store.









