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Os álbuns que receberam nota 100 no escutai em 2021

Poucos álbuns deste ano receberam nota máxima – confira neste rewind aqueles que conquistaram uma belíssima nota 100.

Não foram poucos os trabalhos musicais lançados neste ano que chega ao fim, porém poucos deles chegaram ao patamar de excelência – bem, pelo menos é o que os nossos redatores nos dizem! O resultado dos discos lançados em 2021 que obtiveram nota 100 é balanceado e contém um trabalho nacional e outro internacional.

Se não fossem pelos discos aniversariantes, apenas dois álbuns estariam nessa lista. O escutai não deu uma de “Programa Sílvio Santos” e deixou um tanto de nota 100 guardada na gaveta. O que será que 2022 nos reserva?

“Blue Weekend”, Wolf Alice

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“O mar que qualquer obra, ainda mais sonora, pode explorar é imenso. Porém, o que melhor culmina em um bom resultado é a inserção de explorações com devida cautela. Quem soube mesclar grandiosas cores e ondas dentro de músicas em 2021 foi a banda Wolf Alice com o 3º álbum de estúdio, o “Blue Weekend“.

É por entre muitas definições intelectuais que “Blue Weekend” emana por suas veias o melhor trabalho do ano até agora. A voz estupenda da vocalista, a narrativa, atmosfera, as cores, os visuais magníficos e estranhamente conceituais (todas as músicas vêm ganhando clipes, o último foi de “Play The Greatest Hits”), e as canções ecléticas repletas de maturidade emocional, lírica e sonora, põem a banda primeiro plano quando o assunto é tratar com calor e profundidade emocional um álbum que provavelmente vai envelhecer como uma obra-prima.”

“De Primeira”, Marina Sena

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“‘De Primeira’ é um disco de muita personalidade – atributo que Marina Sena tem de sobra. Essa característica pode ser percebida em cada uma das dez faixas do álbum, seja por suas letras ou sonoridade. Toda a irreverência de Sena ganha ainda mais ousadia com o fato de que todas as composições foram feitas pela própria artista, recebendo um toque final do produtor Iuri Rio Branco. Dessa forma, “De Primeira” extrai o puro suco de Marina: paixão, sedução, glamour, e seus 34 minutos cativam o ouvinte com a voz única de Marina, que começa sua carreira solo com um pé mais do que direito. Se há espaço para trocadilhos, aqui vai um, feito com a primeira faixa do disco, “Me Toca”: “Quando te ouvi, não quis ouvir mais nada”.”

“Blonde”, Frank Ocean

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Review comemorativa de 5 anos do álbum

“Atenção é um requisito básico para perceber todas as excitações do segundo disco de estúdio de Frank Ocean, que com alterações bruscas e repletas de ruídos na voz do artista, fazem os sentimentos ecoarem dentro de um recipiente, onde as melodias, composições e produção exercem a função de chacoalhar o compilado inteiro. E não houve em momento algum medo por parte de Frank Ocean em expor tudo que uma vez ele já sentiu, no corpo e alma do “Blonde”, o que acabou resultando em um disco simplório que flutua por qualquer noção de tempo.”

“Nevermind”, Nirvana

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Review comemorativa de 30 anos do álbum

“Com inspirações nos trabalhos dos grupos Pixies, R.E.M. e Sonic Youth, Nevermind veio ao mundo sem pretensões de integrar o universo mainstream, que não era condizente com os ideais do Nirvana. Com todas as improbabilidades que o disco viesse a ser um clássico, levando em consideração o espaço que era concedido a pequenas bandas, ao grunge e a pequenas bandas de grunge, voltar trinta anos no tempo é se surpreender com as mudanças que Nevermind causou no meio musical e, sobretudo, do rock. É como se o álbum fosse um divisor de águas que marca o início do caos. A influência de Nevermind sobrevive aos anos – seja aos trinta que percorreu até aqui ou aos trezentos que ainda virão.”

blood sugar sex magik

“Blood Sugar Sex Magik”, Red Hot Chili Peppers

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Review comemorativa de 30 anos do álbum

“Além de ser um marco quanto à projeção internacional da banda, “Blood Sugar Sex Magik” foi um divisor de águas na sonoridade do grupo. O funk e o rap passaram a coexistir com o rock, cortesia das guitarras de John Frusciante, que ficaram um pouco mais pesadas. Tudo em  Blood Sugar Sex Magik é epopeico: seu som, sua estética, sua divulgação, seu alcance. Não há melhor álbum dos Red Hot Chili Peppers do que esse. Gosto não se discute, isso já falamos no começo dessa review. No entanto, não podem haver dúvidas que toda a glória chilipepperiana deve seus maiores agradecimentos a esse disco.”

“Sticky Fingers”, Rolling Stones

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Review comemorativa de 50 anos do álbum

“‘Sticky Fingers’ é um álbum marcante para os Rolling Stones. Seja por sua marca de disco mais vendido da banda, sua inserção na lista dos 200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame ou pela 63º posição que ocupa entre os 500 melhores álbuns de todos os tempos segundo a revista Rolling Stone, “Sticky Fingers” é um álbum completo. Mesmo que o disco não seja reconhecido no âmbito geral como o melhor trabalho dos Rolling Stones, esse é, com toda certeza, um excelente exemplar musical para a banda e para a história do rock n’ roll.”

“Bon Iver”, Bon Iver

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Review comemorativa de 10 anos do álbum

“Trata-se de álbum que, sem sombra de dúvidas, representou um marco no segmento musical do indie-folk à época em que foi lançado, chegando a ser mais comentado do que o som dos veteranos Radiohead e ocupando o 1º lugar na lista dos 50 Top Álbuns do ano pela Pitchfork.

Diferente do primeiro cd da banda – “For Emma, Forever Go” – Bon Iver inovou em sua musicalidade, trazendo letras ainda mais poéticas e um amadurecimento instrumental notável. Foram incorporados ainda mais sons e vocais às faixas e tirados os violões (que são assinatura do estilo folk) da linha de frente das canções.Ao ouvir o álbum é quase possível ser transportado para uma casinha simples, no meio da floresta, com uma fogueira acesa e uma xícara de chá nas mãos ou se imaginar em um carro, em uma longa estrada sem destino, mas com vontade de seguir. Bon Iver é mais que um conjunto de músicas, é uma experiência sensorial e emotiva.”

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