Entrevista | Ana Frango Elétrico traz jogos de palavras e gênero próprio como cerne de seu som criativo

Ana Frango Elétrico é o tipo de artista que não quer entrar em caixinhas, e por isso dá nome aos bois como bem entende. A sonoridade de seu trabalho pode ser definida, de acordo com suas próprias palavras, “bossa pop rock decadente com pinceladas de punk e rock balada jazz”, caracterizando, assim, seu primeiro disco, “mormaço queima”, e sua obra prima, “Little Electric Chicken Heart”, respectivamente. 

Depois de lançar dois singles ao longo da pandemia, “Mulher Homem Bicho” e “Mama Planta Baby”, e se aventurar e dominar os artifícios do ramo da produção musical, Ana Frango Elétrico arruma as malas para viajar a São Paulo em novembro: seu nome está confirmado enquanto performer do festival Primavera Sound que acontece em novembro.

A primeira edição do evento no Brasil traz um calendário diferente do apresentado pelos outros festivais internacionais que colocam seus pés por aqui. Enquanto eventos como o Lollapalooza colocam três dias de festival, enquadrando a sexta-feira, o sábado e o domingo para sua realização, o Primavera Sound decidiu englobar a semana dos cinco dias úteis anteriores para espalhar a primavera pela cidade.

Serão realizados, sob o nome do festival, apresentações de diversos artistas, espalhadas pela cidade de São Paulo, entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro. Os dias 5 e 6 deste mês são reservados para a realização do evento concentrado no Distrito Anhembi.

A apresentação de Ana Frango Elétrico está marcada para acontecer em algum dos dias úteis – a data e o local exato ainda não foram divulgados, mas o público pode esperar um show único, assim como seu som e todos os seus trabalhos. Em uma entrevista concedida ao Escutai, Ana conta um pouco a respeito de seu novo disco, programado para sair em breve:

Ana Frango Elétrico (créditos/reprodução)

Sinto que eu sempre quero começar a fazer alguma coisa nova, mas que tenha alguma coisa a ver com o que eu já fiz. O que me dá vontade de fazer alguma coisa é experimentar fazer alguma coisa que eu ainda não experimentei. Estou terminando um álbum que, no final das contas, tem a ver com os singles (“Mulher Homem Bicho” e “Mama Planta Baby”, seus últimos lançamentos). Tudo bem, eles foram gravados remotamente durante a pandemia, cada um no seu estúdio, celular ou quarto, e o disco é uma evolução desses singles que, de alguma forma, apresentam algum futuro”.

– conta Ana Frango Elétrico

Ana tem seus discos como marcos em sua carreira: eles podem ser considerados eras. Cada álbum é adaptado de uma forma especial para os shows presenciais, e as setlists de cada uma delas trazem, por vezes, releituras próprias ou até mesmo covers. As pesquisas musicais são contínuas, mas o repertório é modificado de acordo com cada apresentação. 

Quanto às suas inspirações, Ana Frango Elétrico afirma que sempre ouve coisas muito diversas, e nos apresenta diversos nomes: “Para esse novo álbum eu ouvi muitas épocas do Michael Jackson, Anderson Paak. Não tem muito a ver com o novo disco, mas eu ando meio viciada num álbum de 1977 do Dominguinhos, Ele tem mais a ver com o Little Electric Chicken Heart. Eu sempre ouço as coisas e vou me identificando, trazendo para o que eu estou trabalhando.

Ao que diz respeito a sua apresentação mais do que esperada no Primavera Sound, a proposta de Ana é levar um show diferente, de certa forma, de seus álbuns, ao mesmo tempo com que pretende entregar a mesma maneira com que seu disco “Little Electric Chicken Heart” é conduzido: “o público pode esperar um show com uma alma punk, mas com suas sutilezas”.

Ana Frango Elétrico toca na primeira edição do festival Primavera Sound no Brasil, que acontece em São Paulo. Sua performance integra a programação do circuito Primavera na Cidade, que serão shows distribuidos por São Paulo durante o período do festival.

Por Letícia Finamore

Metajornalista, entusiasta de biografias e criadora compulsiva de playlists.


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