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Ana Müller lança “Incompreensível” seu primeiro álbum; ouça

Ana Müller abriu os trabalhos do disco Incompreensível com a contemplativa faixa “Eu Vi Você”, na qual fala sobre se enxergar verdadeiramente.
Ana Müller
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Ana Müller abriu os trabalhos do disco Incompreensível com a contemplativa faixa “Eu Vi Você”, na qual fala sobre se enxergar verdadeiramente

Mas o caminho até o tal autoconhecimento versado no single contou com muitas outras etapas, que foram esmiuçadas pela cantora e compositora capixaba ao longo das 11 faixas do álbum. O trabalho, considerado por ela como a sua estreia fonográfica, acaba de chegar nas plataformas de streaming.

Logo na faixa-título, a artista faz um convite a um processo de desconstrução ao ouvinte. Ao questionar “o que existe além de mim?”, a artista propõe que todos se abram às infinitas possibilidades que podem responder à indagação, para que surjam, assim, processos individuais de autoconhecimento. Trata-se do primeiro passo para desbravar o deserto que, segundo Ana, existe em todo ser. “‘Incompreensível’ é o homem que decide caminhar por esse deserto e conhecê-lo”, explica.

Ao se permitir transitar por todas as personalidades abrigadas em um único “eu”, Ana Müller dá de cara com os seus mais temerosos monstros e dores, encontro que resultou em “Meus Demônios”, segunda faixa do disco. Depois de abrir os olhos para tudo que está ao redor, é hora de se reconhecer como parte do mundo, ou seja, parte da dualidade do universo – temática que ressurge em “Mel e Cristal”, sexta música do trabalho. Para conseguir aceitar todos as suas versões, Ana precisou entender o que engatilha a existência de seus próprios demônios:

 

“Abrace seu demônio, ame-o, conheça-o profundamente, pois assim você nunca será surpreendido por ele, ele será o seu aliado na sua proteção e equilíbrio”, aconselha.

 

“Tem Dia” é uma canção onde vemos a narrativa das letras edificar a esperança de que, apesar de qualquer dificuldade, existe beleza na vida; enquanto “Caravelas” destaca as ambivalências das relações afetivas. “Me leva pra casa”, por sua vez, apresenta um eu lírico que pede por calma e tranquilidade depois do turbilhão encontrado em seu deserto interior. É aí, em busca de um refúgio, que Ana descobre a si mesma como abrigo, mas não sem antes enfrentar seu entrave final em “Jaci”, música que fala sobre sua avó e ancestralidade.

A cantora retorna à autocontemplação para se reconciliar com todas as suas versões em “Inquilino”. Incompreensível chega ao fim com um eu lírico que não tem certeza absoluta de quem é, mas que tira sarro dos próprios medos. Isso é evidenciado em “Quem Era Eu” e “Eu Não Tenho Medo”.

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