Chicago | A extravagância da Broadway nos palcos brasileiros

O musical Chicago, inspiração para o filme com o mesmo nome lançado em 2002, é um impactante mergulho nas relações de poder e fama da década de 1920. Ouvir as canções de perto é sentir a emoção sentida no filme triplicada por três: o musical leva o público de volta aos anos 20′ e o deixa arrepiado com as histórias de crimes e mentiras interpretadas perfeitamente por grandes artistas.

Os dois papeis principais ficam por conta das atrizes Emanuelle Araújo e Carol Costa, que brilhantemente interpretam as vilãs “Velma Kelly” e ” Roxie Hart”. Durante o desenrolar da peça, é difícil escolher para qual das vilãs torcer! A verdade é que as melhores partes são aquelas que as duas estão juntas no palco, dançando e cantando de forma impecável.

A cena final das duas vilãs é contagiante e amarra todo o espetáculo muitíssimo bem. Para quem não tinha visto o filme antes do musical, provavelmente o que se passa na cabeça no fim é “Tinha que terminar desse jeito!”.

A parceria de Fred Ebb e Bob Fosse para a criação do roteiro, proporciona para o público uma experiência de viver a história de maneira muito próxima e real. As cenas são todas muito fieis ao filme e aos musicais anteriormente apresentados em outros países e também aqui no Brasil, há mais ou menos 10 anos.

As diferenças entre os antigos musicais e este, fica por conta dos atores, que podem interpretar, no caso cantar e dançar, de forma mais ou menos intensa. Neste quesito, as atrizes e atores escolhidos pela direção atual, cumprem com a função de impactar e envolver o público: É um fato que qualquer um que assistir vai sair cantando e dançando pelo menos alguma das canções apresentadas no espetáculo.

Os músicos também são de extrema importância para a composição de todas as cenas: Localizados em cima do palco, também acabam sendo parte do cenário; que é simples, mas muito criativo. Durante o espetáculo, os personagens sobem na grande plataforma da qual os músicos tocam e interagem com eles e com o espaço.

A iluminação é certeira na ajuda para a composição do cenário. Também é simples, nada de grandes extravagâncias, mas é usada de forma inteligente para ambientar o público. Nas cenas situadas na prisão, por exemplo, as grades são por conta das luzes, que projetadas no chão, já passam a ideia de que os personagens estão dentro de celas.

A clássica história da Broadway, vem para São Paulo e entrega um grande show para o público! A temporada começou em 26 de janeiro de 2022 e vai até 29 de maio do mesmo ano. Os ingressos podem ser adquiridos pela internet no site da Sympla ou pela bilheteria oficial do Teatro Santander. Como o próprio slogan do musical diz “É um crime não assistir”.


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