“Divino Amor”, filme futurista tem trailer que critica a política brasileira

Em Divino Amor, uma criança começa contar: “Era 2027, o Brasil tinha mudado…”, assim se inicia o trailer oficial da nova produção brasileira que vem ganhando destaque internacional. O longa que tem data de estreia agendada para 15 de agosto, retrata uma visão sobre como o país pode chegar, após grandes mudanças políticas – transformando o Brasil em uma país teocrático.

O filme que é produzido por Gabriel Mascaro (“Boi Neon”), segue a história de Joana (Dira Paes) extremamente religiosa que usa a posição como funcionária de um cartório para prevenir que casais se divorciem e vivam o grupo Divino Amor.

 

O grupo é apresentado como “um projeto maior para manutenção da família sagrada dentro da fé e da fidelidade conjugal”. Porém, Joana se vê em grandes conflitos, quando descobre que o marido Danilo (Júlio Machado) é infértil e se vê como uma “família incompleta”.

Com base nisso, ela vai à busca de um sinal divino de reconhecimento para seus esforços, sendo confrontada por uma crises que a leva tentar entender o mundo e a si mesma.

 

Divino Amor

Então o filme “Divino Amor” é gospel?

Não! Esta produção distópica, Gabriel Mascaro cruza a linha do estado laico com o cristianismo. Mesclando a religião genuína com momentos que já vivemos em apenas cinco meses da “nova” política. Chocante (e muito!) e fazendo com que se sentimos desconfortáveis, por entender que existe este caminho que pode ser seguido – se sustentam com passagens bíblicas e tomada de decisões políticas.

Prova disso é troca do Carnaval pela “festa do amor”, uma grande rave gospel e de acordo com a crítica americana Variety afirma que o longa começou de forma intensa a nova era de protestos do cinema brasileiro.

 

Divino Amor

 

Bom, você pode pensar que este filme é de teor religioso, mas, ao contrário do que se vende, “Divino Amor” é um filme que critica a atual política, impactando e questionando o real significado de estado laico e as tomadas de decisões com base em momentos que já vivemos.

Vale lembrar que, como o filme é nacional ele deve entrar no processo de cotas de exibição, mas, ainda não sabemos quantas salas no país receberá a produção.

Por Neto Martini

É jornalista e trabalha com entretenimento há cinco anos. Lê Dom Casmurro, mas sua playlist vai de pagodão a musicais da Broadway, ama sala de embarque. Não consegue segurar a risada (principalmente nos momentos sérios). Já trabalhou em diversos festivais de música e é um ex-VJ MTV (que nunca apareceu nas telas). Sofre de incontinência verbal, é curioso pelo relacionamento das pessoas com a música e coleciona histórias, que nem todo mundo.


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