Marina Lima lançou, na última terça (24), seu 18º álbum de estúdio, Ópera Grunkie. O projeto integra as comemorações de seus 70 anos e inaugura uma fase especial da carreira, que ainda deve incluir uma turnê celebrativa e outras ações ao longo do ano.
Em comunicado oficial, a artista detalhou os bastidores do disco, comentando faixa a faixa, além de revelar as origens do título, referências criativas e processos de composição que atravessam esse trabalho que é um marco simbólico de suas sete décadas de vida.
Título do álbum
Ópera Grunkie
“Escolhi ‘Opera grunkie’ para o nome do álbum porque, além dele ter uma estrutura meio de ópera, fala do universo de gente com quem mais gosto de estar. Eu já havia dedicado o filme “Uma garota chamada Marina” (de Candé Salles) aos grunkies: pessoas livres, inteligentes, que não pagam o preço da fama; gente talentosa e corajosa que aceita as diferenças.”
Faixa a faixa
ABERTURA
PARTIU (Marina Lima)
“Abrir com esta música é a minha forma de encorajar as pessoas a partirem em busca do seu próprio destino. Com coragem, medo, alegria, esperança e doses de realidade. Com alguns samples de músicos e artistas que admiro, começo a faixa com uma homenagem à origem dos meus pais, aos asiáticos, aos ditados alemães e a graça dos ingleses.”
1º ATO
GRIEF-STRICKEN (Antonio Patriota)
PERDA (Arthur Kunz / Felipe Pinheiro de Souza)
“‘Grief-stricken’ (de Antonio Patriota) é o momento que escolhi para representar o meu choque, diante da decisão de meu irmão Cicero em partir. Fui pega de surpresa e tomada pela dor. E de uma admiração ainda maior por ele. “Perda” completa este ato. Com a poesia do Cicero dita pelo professor Fernando Muniz e os imortais da ABL, em cima de uma música instrumental do duo paraense Strobo, busquei dar uma dimensão emocionante e eterna da obra do meu irmão.”
MEU POETA (Marina Lima)
“É sobre nós dois. Uma declaração de amor ao Cicero, à nossa união, cumplicidade, leveza, ambição e alegria. Juntos.”
2º ATO
UM DIA NA VIDA (Giovanni Bizzotto / Arthur Kunz / Marina Lima / Ana Frango Elétrico)
“Recebi do Giovanni e do Arthur a música pronta para colocar letra. Vi que ali estava a oportunidade de ter a Ana Frango comigo, compondo a letra e dando mais bossa ao que já soava irresistível.”
SAMBA PRA DIVERSIDADE (Marina Lima)
“É uma homenagem à diversidade do Brasil, e em particular a um desejo meu de fazer um samba bem lento, à la Dorival Caymmi, à la “Samba da Benção”. Sinto que me faltava um samba desses, e ainda com um coro cantando que é devagar que se chega longe.”
OLÍVIA (Marina Lima / Renato Gonçalves / Arthur Kunz)
“Fazendo bike, me deparei com uma postagem no Instagram sobre uma macaca chamada Olívia. A tutora dela comentava que Olívia não podia ser contrariada que começava a arrancar a roupa. Ri muito. Peguei este mote e comecei a compor. Chamei Renato e Arthur para criarmos o reggeaton e termos uma base pronta para pirar. Convidamos o ator e músico Pablo Moraes (que vem a ser o inventor da palavra “grunkie”), para criar os diálogos juntos e Fabiana Kherlakian para temperar o molho. Aí vem Késsya Fernandes com a grande deixa. Deu no que deu.”
3º ATO
COLLAB GRUNKIE (Eraldo Palmero / Laura Diaz / Marina Lima / Renato Gonçalves)
“Fiz uma chamada aberta online para pessoas enviarem sons ou ideias que pudessem soar interessantes para uma intervenção minha. Entre mais de 800 e-mails recebidos, escolhi a base do Eraldo para criar em cima. Resolvi fazer uma homenagem carinhosa aos grunkies e a partir disso chamei Laura Diaz para embelezar, sensualizar, e abrasileirar a faixa. Renato e eu escolhemos os samples, e termino com um trecho de uma conversa minha no WhatsApp com Fernanda Montenegro, a maior de todas. A tribo dos grunkies é imensa.”
SÓ QUE NÃO (Marina Lima / Giovanni Bizzotto / Adriana Calcanhotto)
“Guardei esta canção para uma ocasião especial. A partir de acordes que Giovanni havia me enviado, coloquei novos e vim trabalhando nela, orquestrando a intensidade musical que me instigava e enlouquecia. Chamei Adriana para letrar comigo porque ela vem de uma linhagem parecida com o Cicero: Adriana seria a única pessoa, fora ele, que daria conta do que eu buscava. E o arranjo de cordas(sintetizadores) que o Edu Martins criou arrebatou tudo.”
CHEGA PRA MIM (Marina Lima / Marcio Tinoco)
“Esta parceria com Marcio tem alguns anos, é pouco conhecida, mas chegou a ser gravada por Leila Pinheiro. Sempre gostei muito da canção e intuí que Adriana também iria curtir. Não deu outra. Adriana amou e foi uma emoção gravar com ela.”
FINALE
BRAHMA CHOPIN (Marina Lima / Arthur Kunz)
“Assim como na abertura, este álbum termina com um tema instrumental meu com viradas e toques do Arthur. Agradeço e proponho seguirmos viagem :)”
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Ópera Grunkie, 18º álbum de estúdio de Marina Lima, já está disponível em todas as plataformas de música.









