10 séries perfeitas para maratonar

O tom de entretenimento costuma diversificar entre grupos de pessoas, mas é possível reunir uma seleção de séries que de fato são de qualidade, se analisados os contextos básicos para um material de excelência.

Muito além da visão acadêmica (que constantemente incomoda maior parte do público) o foco dessa matéria é apresentar trabalhos de qualidade, em quão acertiva é uma série no que ela propõe.

O sucesso das séries começou a ganhar força em “Hart to Hart”, nacionalmente conhecida como “Casal 20”. Até então, poucas tinham sido produzidas com boas sequências. Assim como eram poucas as quais homem e mulher eram apresentados de igual para igual.

A lista a seguir é uma breve coletânea da Escutai, feita por um jornalista da equipe, com base nas análises em roteiro, direção, edição, atuação, mas principalmente a quantidade de vezes que ela faz você sentir o que o gênero propõe.

The Good Place

Michael Schur realmente sabe como constantemente inserir reviravoltas e ainda manter o foco e qualidade da narrativa. Além de tocar o polêmica pós morte e comover constantemente com os acontecimentos da série.

Lançada em 19 de setembro de 2016, teve seu último episódio exibido em 30 de Janeiro de 2020. As pessoas ainda estão conhecendo e falando sobre essa obra maravilhosa, que está disponível pela Netflix.

Pelos momentos cômicos, dramáticos, tensos e principalmente pela forma que faz você se sentir, já seria o suficiente. Mas a atuação coesa, direção impecável e roteiro muito bem encaixado fazem The Good Place clamar por maratona.

Sex Education

Na história, não existe série que soube trabalhar tão bem e principalmente de forma tão divertida, coerente e responsável as temáticas sobre sexo, sexualidade e diversos fatores das relações meio a todo esse contexto.

Os personagens são constantemente desenvolvidos e encaixam melhor a cada episódio. Com apenas duas temporadas

Além de divertir e entreter, ela informa, cativa e promove o debate de diversas temáticas entre sexo e além das relações sociais. É também mais uma série fácil de maratonar.

Brooklin 99

Reflexo de como tem se tornado “escasso” o gênero da comédia. É fato que existem diversas séries que acertam em momentos cômicos, porém o gênero comédia constantemente muda de acordo com as concepções do que é cômico mudam.

Brooklin 99 tem sido a que mais se adapta as transformações sociais, adere espaço e mantém qualidade cômica em suas temporadas. Os episódios vão cativando o público e aproximando os personagens.

Muito simples na concepção, a série divertida, com enredo coeso e personagens bem elaborados acerta no que propõe. O desenvolvimento dos personagens e constante crescente da narrativa ao longo das temporadas chama sempre atenção.

This Is Us

Emocionante e digna de maratonar. Entre momentos divertidos e dramáticos, ela cativa e entretém a cada episódio. O tom dramático ideal, traz um drama familiar, onde três irmãos dividem experiências do passado, que voltam a tona após vinte anos.

Com um roteiro limpo e muito bem construído, This is Us encanta nos diversos momentos, que tocam fundo a quem assiste, podendo reativar lembranças pessoais. A série faz pensar sobre relações familiares e tudo que a envolve.

O foco até então, está no enredo da relação dos filhos com seus pais, com constante destaque na vida de seu pai, Jack. E meio a uma mescla perfeita de presente e passado, os sentimentos afloram a cada episódio. E após cativar os personagens, ela faz chover todo o drama.

This Is Us consegue ser uma dramática, repleta de momentos engraçados e principalmente momentos que fazem quem assiste se identificar com inúmeras situações.

American Horror Story

O possível terror mais popular da década, traz sete temporadas que trabalham distintos formatos do gênero, principalmente o sobrenatural.

Um terror que carrega toques do romantismo clássico do século XIX, além da metalinguagem, requintes de gore e acontecimentos imprevisíveis.

A série traz muito da essência horror, resgatando as raízes do sobrenatural. American Horror Story consegue trazer para a atualidade, um terror ousado e muito forte em audiência.

Ryan Murphy publicou em seu instagram, uma foto que faz uma conexão com as sete temporadas relacionadas aos nove ciclos do inferno, relacionando a série com a obra A Divina Comédia, de Dante Aligheri.

Atypical

Em momentos de drama e comédia, uma ousadia coerente em dizer que é a melhor série original Netflix. Atypical traz um conteúdo que é, ou deveria ser, provavelmente a maior força da Netflix: Abordar questões sociais com sabedoria.

A série traz Sam, um protagonista autista, ou TEA (Transtorno do Espectro Autista), que no auge do ensino médio, aprende a lidar com questões do cotidiano.

Com estereótipos clássicos da escola, dramas familiares, Atypical traz as imprevisíveis perspectivas que Sam lida com qualquer situação, o que torna o ritmo muito agradável.

De uma forma muito divertida e dramática, ela acompanha o personagem em momentos bem construídos, abordando também o cotidiano de seus familiares. Sendo uma narrativa que faz rir e cativar emoções transmitidas de forma muito coerente pelos personagens.

Algumas obras da empresa já estão se consolidando com um bom material apresentado, como foi o caso de Demolidor. Mas ainda sim, Atypical se sustenta sem a necessidade de qualquer outra força por trás.

How I Met Your Mother

Ah, mas cadê Friends? Relaxa, os amigos de Ted Mosby foram escolhidos por detalhes de adaptação e coesão. Além disso, a turma do guarda chuva amarelo traz situações mais atuais, importantes a serem dialogadas.

Fora que com o passar das temporadas, os personagens foram ganhando em tons de drama, comédia, coerência, tornando eles cada vez mais identificáveis. Além da amizade e como o tempo/contextos vão afetando a presença das pessoas, proximidade e de várias formas as relações.

How i Met Your Mother sabe fazer rir, chorar, gargalhar e entender que muito além de um “Tesouro do destino ao longo da vida”, o amor verdadeiro está sempre ao nosso redor. São as amizades e todos os momentos que elas nos proporcionam.

Além de estar disponível pela Amazon!

Stranger Things

Um sobrenatural rico em referência a cultura pop dos anos 80. E nessa proposta, talvez seja a que melhor consegue executar a ideia nostálgica oitentista.

Stranger Things ganha força pelos personagens cativantes, o enredo simples e cenário completamente nostálgico.

O suspense está sempre presente, contudo o que sobressai eventualmente, são as situações dramáticas vividas pelos personagens. Afinal com Winona Ryder em destaque, é de se esperar um bom drama.

Um dos principais destaques são de fato as referências. Caça-Fantasmas, Aliens, Contatos Imediatos do Terceiro Grau entre diversos outros momentos que são de apontar o dedo para tela e dizer: “Olha ali, referência a exorcista!” Além de relembrar games, músicas e outros momentos marcantes.

Stranger Things é ótima para maratonar com amigos. Ou simplesmente curtir o suspense numa noite qualquer.

Watchmen

Tida como a maior estreia da HBO desde Westworld, Watchmen é a continuação da famosa HQ de Alan Moore e Dave Gibbons.

A série se passa 34 anos após os acontecimentos da Graphic Novel, publicada em 1986. E tem criado mais mistérios do que soluções. Porém isso não se tornou um problema, muito pelo contrário.

Watchmen já se tornou, em sua primeira temporada, digna de maratonar. Muito se deve ao nome e sucesso dos quadrinhos, assim como o filme. Porém, isso também poderia ser um problema caso não entregasse um material de qualidade.

No fim, Watchmen é “a série que ninguém pediu, mas uma excelente surpresa” para todas as pessoas que assistem.

Rick and Morty

É certamente uma menção honrosa. Muitos manteriam em uma escala de animações, outros retratariam como desenho ou colocariam em outro âmbito. Mas Rick And Morty é a animação do momento, a série que continua forte a cada temporada que passa.

A forma que ela consegue fazer você rir do que talvez não deveria e sorrateiramente tira todo esse humor, inserindo no lugar um drama amargo e melancólico (como acontece no episódio da Unity), faz com que a série seja muito forte no que se propõe.

É uma série que sempre parecem faltar episódios, por um sentimento de querer conhecer mais das concepções aleatórias e criativas dos diretores, que buscam muitas referências em diversos momentos da humanidade.

Por Victor Hugo Lessa

Jornalista, apaixonado por The Last Of Us e o universo dos video games.


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