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‘O Corcunda de Notre Dame’: 7 curiosidades do clássico da Disney

Pra começar: 620 pessoas e mais de 72 mil lápis foram necessários para fazer o filme

O Corcunda de Notre-Dame da Disney foi lançado em 1996 e se tornou um clássico instantâneo. Inspirado no aclamado romance de Victor Hugo, o longa completou 25 anos em 21 de junho e, para comemorar, juntamos algumas curiosidades sobre a produção do filme para você aproveitar melhor quando assistir à animação no Disney+.

Vem pra listinha:

1) Os produtores tiveram que mudar o emprego de Frollo

O filme da Disney foi inspirado livremente no romance aclamado de Victor Hugo, mas uma grande mudança foi feita em relação ao trabalho do vilão Frollo. No livro, Claude Frollo é o padre perverso de Notre-Dame, mas sua profissão poderia causar problemas devido às questões levantadas pelo personagem no filme.

Como resultado, Disney mudou seu cargo para juiz. Era uma tentativa de fazer com que o filme tivesse o mínimo de menções e conotações religiosas possíveis, embora o cenário principal fosse uma grande igreja.

Imagem: Walt Disney Animation

2) As gárgulas são uma referência ao romance de Victor Hugo

Uma parte importante do romance de Hugo que foi diretamente reformulada na versão animada foram as gárgulas cantantes. No romance, o solitário Quasimodo passa a maior parte do tempo conversando com as gárgulas da catedral.

Duas das estátuas, inclusive, recebem os dois nomes do autor francês: Victor e Hugo. Os dois, junto de Laverne, foram usados para dar alívio cômico à história, além de serem uma inspiração engraçada e criativa diretamente do livro original.

3) Uma das músicas foi inspirada em uma ópera italiana

O Corcunda de Notre-Dame é conhecido por sua incrível trilha sonora, mas uma canção em particular tem uma história de fundo muito boa. “Hellfire” (em português, “Fogo do Inferno”), o incrível solo cantado por Frollo, inspirou-se fortemente em uma das canções de ópera mais conhecidas “Te Deum”.

“Te Deum” foi cantada pelo vilão Scarpia da ópera Tosca de 1899-1990. Composta por Giacomo Puccini, a música é uma das mais lembradas da ópera.

4) Uma famosa princesa da Disney teve uma pequena aparição no filme

Um dos animadores supervisores e designers de personagens foi James Baxter, que foi responsável pelo personagem de Quasimodo. Baxter já teve papéis importantes no design de outros personagens da Disney como Rafiki de O Rei Leão e Bela de A Bela e a Fera. Esta última também viveu na França, como Quasimodo, e, por isso, os animadores viram aí a oportunidade perfeita para uma pequena participação especial.

Bela pode ser vista durante a música “Lá Fora” vagando pelas ruas de Paris e, de maneira típica, lendo um livro enquanto caminha. Mas ela não é a única participação especial nessa sequência, já que o tapete mágico de Aladdin também pode ser visto recebendo uma boa sacudida na janela.

Imagem: Walt Disney Animation

5) A animação foi quase toda desenhada à mão

Em 1996, estava se tornando cada vez mais popular para filmes de animação usarem o computador para criar seus personagens para o cinema. No entanto, a Disney manteve-se fiel às raízes e construiu todas as animações de personagens para O Corcunda de Notre-Dame à mão. Cada quadro foi desenhado separadamente.

No entanto, os cenários de fundo do filme foram gerados por computador como parte da tentativa da empresa de integrar efeitos de computador em seus filmes. Um exemplo perfeito é um CGI usado (Computer-Generated Imagery) para gerar grandes multidões e dar a cada membro individual do grupo um conjunto único de movimentos.

Imagem: Walt Disney Animation

6) Quase 620 pessoas foram responsáveis pelo filme

Para completar a tarefa monstruosa de desenhar cada quadro à mão, a Disney usou 620 artistas para completar o filme. Isso também incluiu 72 mil lápis e incríveis 1,2 milhão de horas de trabalho, provando o quão grande foi a tarefa para criar o produto final.

Para abrigar tanta gente, O Corcunda de Notre-Dame foi o primeiro filme produzido no novo estúdio da The Walt Disney Studios, que também produziu filmes como O Rei Leão e Pocahontas na mesma época.

Imagem: Walt Disney Animation

7) Para fazer o filme, a Disney viajou pelo mundo

O filme foi ambientado em Paris, o que fez com que parte da equipe de animação viajasse até Paris para ter uma noção da atmosfera e arquitetura da capital francesa. Com isso, quase 100 artistas e animadores fizeram cerca de dez minutos do filme no Disney Animation Studio francês.

Além disso, o produtor, junto com outros membros da equipe, viajou para Londres para gravar com a English National Opera Company e um órgão de tubos de 100 anos.

Imagem: Walt Disney Animation