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Rizzih

RIZZIH lança o EP “FITAK7” e fala sobre a nova fase

Com 6 faixas, Fita K7 nos apresenta um Rizzih sincero e de bem com suas próprias memórias 

Depois de um bom tempo afastado da música e envolvido com outros projetos e o lançamento de sua banda, Tazo, com Jô Francis e Fhilipe Gislon, e a participação no projeto “Canta Lá” da Thalita Meneguim do canal Depois das Onze, Rizzih está de volta com o EP #FitaK7, já disponível em todas as plataformas digitais, incluindo a faixa “Decisão”, lançada anteriormente.

Ouça:

 

Pra comemorar esse marco na história dele, trouxemos um bate papo pra falar sobre todas as novas etapas da vida dele e claro, pra tirar algumas dúvidas dos fãs, até porque ninguém é de ferro né Cleide? Então segue o fio que o Diego Stedile tá curioso.

Q&A com Rizzih

Diego [escutai]: Antes de tudo, a gente quer saber: o que podemos esperar do novo Rizzih em #FitaK7?

Rizzih: O Fita K7 é uma mixtape. Diferente do Celeste que conta uma única história de um grande amor, o Fita é uma seleção de cinco músicas que fiz para quatro amores que vivi nos primeiros anos dos meus vinte e poucos. A ideia inicial que eu tinha para a sonoridade era bem menos radical, mas durante o processo criativo fui me afundando nessa magia dos beats oitentistas que cresci ouvindo por conta dos meus pais. Eu já sou naturalmente o louco dos sintetizadores, mas no Fita eu pesei a mão. O único instrumento presente do EP além dos synths é uma guitarra. É um trabalho cem por cento synth pop. 

Diego [escutai]: Te acompanhamos a um bom tempo e recentemente você fez algumas postagens no seu instagram falando sobre cada uma das 6 faixas do #FitaK7. Como foi ou está sendo pra você transformar tanta história e memórias em arte através do EP?

Rizzih: Essa coisa de transformar vivências em música não é um processo exclusivo desse ep. É a minha maneira de compor. Geralmente minhas inspirações já chegam com letra e música e é sempre um relato do que eu to sentindo ou de alguma coisa que eu vivi. Minhas músicas são o meu álbum de fotos, meu diário. É muito orgânico e inexplicável como compor é a minha ferramenta de catarse, de por pra fora minhas emoções. O Fita imortaliza o começo dos meus vinte anos. 

Diego [escutai]: Todos os fãs querem saber: vamos ser presentados por clipes da era K7?

Rizzih: Essa é uma pergunta frequente desde a era Celeste. O Fita era pra ser um álbum visual, mas quem me acompanha já sabe que eu faço muitas coisas ao mesmo tempo. Turnê no teatro, a banda, os vídeos pra internet, publicidade. Por esse motivo nunca consegui fazer tantos clipes pras minhas músicas. Quanto ao Fita, eu adoraria fazer clipes para todas as músicas mas não sei se consigo. De qualquer forma, “Pra Te Dizer Tudo” que é o próximo single de trabalho depois de “Decisão”, vai ganhar um clipe que já ta na minha cabeça desde que compus, simples mas bem marcante. Vai ser bonito.

Diego [escutai]: Na faixa 5, temos a participação da Lurdez. Como foi essa escolha e por quê?

Rizzih: A Lurdez é um dos meus maiores ídolos desde que a conheci a sua obra. Sempre pirei na lírica absurda que ela cria e na sonoridade dos álbuns. Eu viaja só pra ir em shows dela (faço isso até hoje). Quando ela lançou o ep “Bem Vinda”, fui assistir ela na TV Cultura e troquei ideia com ela e com os produtores do disco, Heder Vicente e o Bruno Esteves. Como eu fiquei louco por aquele trabalho, eu queria que eles produzissem o Fita K7 e foi o que aconteceu. A primeira faixa que eu selecionei pro Fita foi “Perdão e na hora eu imaginei o feat da Lurdez ali. Fiz o convite e ela adorou a ideia. Hoje somos amigos e ela segue sendo uma das minhas grandes inspirações. 

Diego [escutai]: Quais foram suas maiores inspirações musicais nesse novo EP?

Rizzih: O som que meus pais ouviam quando eu era criança (e ouvem até hoje). A minha maior fonte de referência pra esse projeto foi o álbum “She’s So Unusual” da Cindy Lauper. Sou obcecado por esse álbum, minha mãe me apresentou Cindy quando eu era criança e isso marcou eternamente nossa história. Minha mãe hoje ouve Cindy e pensa em mim ao invés da sua juventude e eu penso nela. Allie X, cantora e compositora canadense que é uma das artistas que mais me inspira atualmente também me serviu de inspiração pro Fita porque eu ouço muito e ela também é a louca dos sintetizadores. Aí vem também algumas coisas brazucas como Ritichie, Xuxa e claro, em tudo que faço, sempre uma pitadinha de Lorde e Lykke Li nos timbres dos synths. 

Diego [escutai]: Sua vida profissional está passando por diversas mudanças positivas, como está sendo pra você estar ligado a tantos projetos bacanas, sua carreira solo, a Déte, e o TAZO com a Jô e o Fhi?

Rizzih: Uma loucura. Me sinto cheio de propósito, movimento, me sinto plenamente realizado como artista, mas ás vezes preciso parar pra respirar. Essa coisa de abraçar vários projetos ao mesmo tempo que dá muito tesão, gera uma ansiedade absurda. Comecei recentemente a fazer terapia pra cuidar da minha saúde mental e foi a melhor coisa que eu fiz. Agora estou conseguindo me organizar em dividir minha energia, atenção e foco pra cada coisa. To feliz. 

https://www.instagram.com/p/BvhttGKH0oN/

Diego [escutai]: Você teve alguma fase difícil que pensou em desistir da música? O que te fez seguir sempre em frente?

Rizzih: Jamais pensei de verdade em desistir nem da música nem do teatro. Claro que tem dias que faço piada dizendo que dá vontade de largar tudo e ir ser bartender na Espanha, mas é tudo brincadeira. Não sei viver sem fazer minha arte. Quando passo por algum momento difícil o que acontece é justamente o contrário do pensamento de desistir. Eu continuo. Continuo porque é a arte que me salva de mim mesmo e das coisas da vida que machucam e desanimam.

Esse ano eu passei uma tristeza enorme que afetou diretamente minha alegria e ânimo pelas coisas. No meio dessas lágrimas, compus um álbum. A tristeza começou a ir embora, as músicas ficaram. Agora to completamente apaixonado por elas e cheio de brilho nos olhos pro meu próximo álbum. Meu pranto sempre se converte em riso porque minha arte me salva. Não largo o osso não. Vou morrer fazendo isso, nem que seja a única pessoa que vai ouvir. 

Diego [escutai]: Sou da mesma cidade que você e te acompanho desde sempre, lá do Beto Carrero e até a criação da Déte. Muitos fãs devem te perguntar isso, mas se precisasse escolher pra fazer uma coisa pra sempre baseado no momento atual da sua vida, você escolheria música ou comédia?

Rizzih: Eu sou louco pelo teatro. Coloco comida na minha mesa fazendo comédia. Sou apaixonado por fazer comédia e muito grato por poder proporcionar risadas pras pessoas. Sou muito feliz por ter recebido esse presente, essa oportunidade na vida, mas não é segredo pra ninguém que, não apenas nesse momento, mas desde sempre, fazer música é tudo pra mim. Tá no sangue da minha família. Meus avós passaram pros filhos, meu pai passou pra mim e pra minha irmã. Eu acredito sinceramente que nunca jamais vou deixar o teatro e e espero nunca ter que escolher uma coisa só porque acho que sempre dá pra misturar tudo.

Diego [escutai]: Em quem você mais se inspira?

Rizzih: Tenho muitas influências de artistas autorais. O Caetano é o meu compositor favorito da vida. Eu escuto as obras dele e parece que to usando um tipo de droga, porque não dá pra descrever o que me causa. Bebe, cantora compositora espanhola, as autorais da Danni Carlos, Lurdez da Luz, Marisa Monte. Aí tem Lorde, Lykke Li e Allie X que são minhas favoritas dessa geração.

Diego [escutai]: Feat dos sonhos: Se fosse escolher um/uma artista pra fazer um feat nacional e um internacional, quem seriam?

Rizzih: Feat dos sonhos? São tantos. Quero muito fazer uma música com a Alice Caymmi, faz algum tempo já. Sou muito apaixonado. Internacional, sonhando alto, com certeza a Bebe (da Espanha, não a Rexha, rs). Sou completamente louco por ela.

Diego [escutai]: Pergunta dos fãs: podemos esperar (finalmente!!!!!!) as versões físicas desses projetos? 

Rizzih: Sim. Aprendi a parar de prometer prazos pro meu público porque quando não consigo cumprir, acaba gerando uma frustração neles e em mim. Prometi o físico do Celeste a ainda não saiu, mas vai. Celeste, Fita e acredito que todos os que eu fizer porque sou um colecionador ávido de álbuns. Pra esse ano, não vai rolar, mas agora que aprendi a primeiro deixar pronto pra depois divulgar, quando eles nem estiverem mais esperando, vou anunciar o material. Vai sair sim. Ninguém mais ganha dinheiro vendendo disco, mas vou fazer porque é algo importante pra mim e eu acho lindo demais que eles queiram também. 

Diego [escutai]: E por fim, na era Celeste não tivemos uma turnê, mas na era K7 podemos esperar?

Rizzih: Em 2020, reunindo o repertório do Celeste, Fita K7 e algumas inéditas do R3, o show vai acontecer. Vou começar por Santa Catarina e São Paulo, pra finalmente encontrar o meu público sem ser no teatro, mas cantando as músicas, que é a coisa que eles mais me pedem. To ansioso, empolgado. Vai ser lindo.

 

Bônus!

Pra finalizar, o Rizzih fez uma playlist para o escutai com as músicas que mais inspiraram ele a criar a sonoridade do Fita K7. Ouça:

Se preferir, ouça essa playlist no Deezer.

ESSE MOMENTO É TODO NOSSO GENTE! Como Rizzih disse, aguardem por novidades que vai ser tudo lindo!

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