Suki Waterhouse domina mais um ramo artístico com seu pop suave e etéreo

Suki Waterhouse tem no seu pop agradável a chance de um show encantador na 10ª edição do Lollapalooza Brasil.

Pode não parecer, mas já faz um pouco mais de dez anos que Suki Waterhouse vem fazendo bonito em cada ramo artístico que adiciona no seu currículo. A modelo, atriz e cantora tem uma visão de carreira invejável, sempre chegando devagarinho e conquistando por onde passa até se apossar de vez de mais um novo tipo de trabalho.

Seu nome nas passarelas e editoriais já era grande, mas isso parecia pouco para a britânica de trinta anos, então o previsível foi simplesmente partir para uma nova empreitada e deixar uma marca que tem tudo para ficar cada vez maior. No cinema, a artista participou de franquias famosas e protagonizou diversos gêneros, na televisão sua participação na futura adaptação do livro Daisy Jones & The Six tem de tudo para catapultar mais uma vez seu nome por aí.

Mas aqui, o foco é a música; porque a artista não busca apenas gravar algumas canções e ter isso como carreira paralela, ela é realmente focada em ser conhecida como cantora, e para isso vem investindo forte em turnês no seu continente de nascimento e Estados Unidos também. Então o que mais falta para ela deixar seu rastro por aí? Uma passagem em um dos maiores festivais do mundo é a melhor pedida, sendo assim, confirmada nas edições da América do Sul do Lollapalooza 2023.

O primeiro lançamento oficial importante foi o disco ‘I Can’t Let Go’, que apresentou seus vocais arrastados e melancólicos logo de primeira. Com uma pegada mais voltada ao soft pop/rock ficou fácil deduzir que Suki tem uma visão musical um pouco menos moderna e etérea. A influência que beira são do passado, algo como os anos 70 modernizados a ponto de não parecerem copiados, e sim, reverenciados.

Com produção majoritária de Brad Cook, o disco trouxe dez faixas muito bem conectadas entre si e que já abre com ‘Moves’, o single que virou queridinho dos ouvintes. Há espaço sim para comparações entre seu som e o que Lana Del Rey faz em alguns momentos. Ouvi-lá é como imaginar alguém divagando  pelas ruas de Los Angeles enquanto termina o último cigarro, e esse tipo de sonoridade e ‘conceito’ é um dos favoritos daqueles que amam idolatrar musas do indie que a todo momento tendem a (curiosamente ainda) chocar com tamanho mix de beleza e voz agradável.

Poucos meses depois, foi a vez do seu novo lançamento conhecer o mundo. O EP ‘Milk Teeth’ colocou um peso de abatimento ainda maior na sua voz e melodias. Pensar dessa forma pode ser considerar um possível passo para trás, mas não… Existe uma evolução sólida na sua sonoridade que mostra que a artista sabe exatamente o que quer e como quer. Sua vibe musical tem um pouco de ‘deprê’ aqui e ali, o que é justamente uma das coisas que os fãs parecem amar.

A apresentação na 10ª edição do Lollapalooza Brasil será em um momento em que seu nome está em alta por causa de trabalhos em séries de TV, então Suki Waterhouse vai usar isso como o melhor atrativo para que seu nome não seja só mais um no line-up.  Aqui a cantora produz a melhor estratégia para dar outro grande pontapé no seu pop suave, tocando em um festival que tem de tudo para colocar seu nome na boca do público latino.

Suki Waterhouse toca na sexta, 24 de março, na 10ª edição do Lollapalooza Brasil. Mesmo dia dos headliners Billie Eilish e Lil Nas X.

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