Melton Sello transforma trauma em flerte ambíguo no single “Dei Bobeira”

Nova faixa da banda carioca mistura reggae latino, referências eletrônicas e letras de duplo sentido para apresentar um dos lados mais inesperados do álbum de estreia

A banda carioca Melton Sello lançou nesta semana “Dei Bobeira”, segundo single do primeiro álbum de estúdio do grupo. Depois da recepção positiva de “Para com essa Parada”, o quarteto retorna ampliando ainda mais sua identidade sonora — agora com uma faixa que parte do pop punk, mas se aproxima de elementos latinos, eletrônicos e do reggae em uma das músicas mais diferentes do projeto até aqui.

A inspiração para a composição surgiu de uma experiência real vivida pelo vocalista Caio Paranaguá, que foi assaltado pouco antes de escrever a música. A letra, no entanto, evita entregar essa narrativa de forma direta. Construída em cima de analogias e duplos sentidos, “Dei Bobeira” funciona quase como um jogo de interpretação, permitindo que a história soe tanto como um relato de tensão quanto como um flerte mal resolvido.

A ambiguidade da composição foi um caminho intencional adotado pela banda e reforça uma característica já apresentada no single anterior. “Caio consegue transformar a pior das experiências em uma letra bem feita e divertida”, comenta o baixista Gabriel Barros. “Lembro de quando ele foi assaltado e, no dia seguinte, chegou com essa música pronta falando sobre isso”, completa.

Sonoramente, a faixa também marca um novo território para a Melton Sello. Segundo Caio, a música nasceu a partir de referências eletrônicas e latinas antes de encontrar uma estética mais próxima do reggae. “Ela funciona também como um convite”, afirma o vocalista. “Mostra um lado da banda capaz de transitar por outros gêneros além do pop punk.” “Dei Bobeira” já está disponível nas plataformas digitais pelo selo Deck.

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