Kaya Conky apresenta ao público seu álbum mais maduro, MARIA BOA. O trabalho traz uma nova perspectiva sobre a artista e apresenta, segundo ela, “meu lado mais íntimo, de um jeito que ainda não tinha acontecido”. Equilibrando sensualidade e vulnerabilidade, o disco também carrega as raízes de Kaya, sendo inspirado por uma personagem marcante da história de Natal, sua cidade de origem.
No álbum, a artista explora novas sonoridades para além do funk pelo qual é conhecida. Unindo referências de house, dancehall, pop e uma pitada de rap, Kaya Conky cria um projeto variado que apresenta novos lados de si mesma, sem abandonar o gênero que a consagrou.
“Esse processo de amadurecimento artístico foi algo que vivenciei nos bastidores por muito tempo, e era essencial encontrar uma forma de traduzir isso para meu público”, aponta Kaya sobre o projeto. “Foi dessa necessidade de narrar um lado mais maduro sobre quem é Kaya Conky que nasceu ‘Maria Boa’”. Nas letras, a artista adentra tópicos inéditos em sua discografia, abordando temas como família, amizades e perspectivas pessoais mais profundas do que as apresentadas anteriormente.
Inspirado na figura de Maria Boa, empresária e fundadora de um dos cabarés mais clássicos da história de Natal, o álbum correlaciona a trajetória dessa personagem marcante com a mensagem que Kaya Conky desejava transmitir. “Encontrei nessa história uma forma de mostrar justamente a sensualidade como uma força capaz de construir coisas muito maiores do que apenas o físico e o palpável”, explica.
“Morando em Natal, eu sempre ouvi muito falar do cabaré da Maria Boa, e era claro como aquele lugar tinha sido um marco na história da cidade. E quando eu me aprofundei na história dela, pude perceber que ia muito além do que eu imaginava”, completa a artista.
MARIA BOA também se destaca por seu forte universo visual. Assinado pela diretora criativa Brunna Vini, o projeto conta com visuais para cinco das dez faixas, além de peças estéticas que conectam os universos de Kaya Conky, mesclando referências da cultura natalense — origem de Kaya e Brunna — à estética já conhecida da drag da artista.
Em conversa exclusiva com o escutai, Kaya Conky também compartilhou suas expectativas sobre a recepção do álbum, os ritmos e artistas que inspiram essa nova fase e as intimidades que sustentam os objetivos do trabalho. “Eu tô muito curiosa pra como o público vai reagir […] ver o que ela [a música] se torna depois que sai da gente. Eu fiz uma coisa, mas quero muito ver o que ela vai ser para além do que eu fiz”.









