Raquel Dimantas reorganiza o caos da vida em “Cosmo dorme”

Com produção da própria artista em parceria com Guilherme Lirio, segundo álbum chega pela Raquel Dimantas em 28 de julho

Depois de apresentar uma das estreias mais singulares da cena independente brasileira com o álbum “8Hits!” (2022), Raquel Dimantas inicia um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento de Cosmo Dorme”. O projeto é o segundo disco solo da artista e chega às plataformas digitais no dia 28 de julho via Coala Records.

O lançamento chega como um registro sobre pertencimento, afeto e descoberta, propondo também a busca por beleza nas coisas ordinárias. “Todos nós viemos de alguém e vamos pra algum lugar”, comenta a artista. Gravado principalmente de forma caseira, o álbum propõe um encontro entre o lo-fi e o hi-fi, o naif e o sofisticado. A produção é assinada por Raquel e por Guilherme Lirio, multi-instrumentista carioca de grande destaque na cena musical brasileira. 

As músicas do disco surgiram a partir do impacto causado pelo nascimento de Cosmo, primogênito da cantora, e desaguaram em uma reflexão mais ampla sobre o amor e as relações de cuidado e afeto que atravessam as pessoas. Se em “8Hits!” os sentimentos explodem em sons, texturas e cores, em “Cosmo Dorme” as emoções eclodem em uma roupagem mais madura, ainda carregando os elementos inusitados que trazem singularidade e ineditismo ao trabalho de Raquel.  

“Esse álbum, em sua maioria, são compilações de canções minhas nos diferentes períodos da própria maternidade. Eu apresentei as músicas pro Guilherme Lirio, meu melhor amigo, e desenhamos juntos as formas. Pensamos em diferentes gêneros para contar essa história, mas eles sempre se misturam”, conta Raquel. “Somos amigos há muitos anos, então a afinidade musical foi algo fácil, sem pensar muito ou bater cabeça. O disco conta com uma mistura do analógico com o eletrônico. São, no geral, músicas com humor”

“Cosmo Dorme” é um disco plural que, a partir de uma roupagem brasileira, passeia por diversos ritmos e gêneros: caminha tanto por ondas de rock a la Velvet Underground quanto pelos clássicos do country. Atravessa o pop dos anos 2000 de Britney Spears, a música cubana e a surf music, somando as referências à drum machines vintage de Henri Salvador. A sonoridade do disco vem como algo novo diante de um olhar atento, como o de um bebê enxergando tudo pela primeira vez.

A capa do disco foi fotografada por Andrew de Freitas. “A imagem da capa do álbum é um carro vindo na direção do espectador, interrompida por uma mãe amamentando um bebê. A cidade com carros, a vida acontecendo, o dia a dia, a natureza das coisas. Em meio ao caos a gente encontra a paz também”, Raquel Dimantas explica. 

O disco começa com o amanhecer e termina com um boa noite, até amanhã. É um dia em que cabem todos os dias.  Com seus acontecimentos ordinários: um carrinho que balança nos buracos da cidade,  o embalo de quem carrega um bebê no colo, sob chuva ou sob o sol. É o mistério de conhecer alguém e de tentar mostrar o mundo pra ele. o mundo mundano. e como eu me vejo nesse mundo sem deixar de ser eu mesma.  É um disco leve, positivo, amoroso e universal”, finaliza Raquel.

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