O Bring Me The Horizon, banda inglesa liderada por Oliver Sykes, se apresentou no Rock in Rio pela primeira vez e pode-se dizer que o cartão de visitas foi impressionante. Repleto de referências a videogames dos anos 2000 como Resident Evil, Metal Gear Solid e Final Fantasy, a banda fez um show a nível de headliner do festival. Depois de uma passagem histórica pelo Brasil em 2024, em um show solo esgotado no então Allianz Parque (hoje Nubank Parque), chegou a vez de Oli Sykes mostrar o porquê de Bring Me The Horizon ser uma das bandas com um dos shows mais caóticos — no bom sentido — no meio do metal nos dias de hoje.
Quem não conhece a banda pode se impressionar com o nível de intensidade dos shows do Bring Me The Horizon, não só no trabalho de toda a banda em cima dos palcos, mas também no público, que a todo momento abre mosh-pits e acende até sinalizadores. Um dos pontos mais legais dos shows da banda de Sheffield vai para os visuais e narrativas que a banda usa. Para isso, utilizam a E.V.E., uma inteligência artificial ficcional e uma das personagens centrais da complexa narrativa conceitual que a banda desenvolve ao longo de sua série de lançamentos da era POST HUMAN.

A ideia da E.V.E. funciona perfeitamente para o conceito de apresentações ao vivo do grupo, afinal, ela interage com o público em boa parte do show. Toda essa interação visual funciona muito bem e ajuda a manter o público e a banda em uma sinergia interessante. O ponto alto do show no Rock in Rio ficou com Oliver Sykes sendo um grande frontman e maestro da apresentação. O naturalizado brasileiro, além de divertir o público dizendo frases como “Eu tenho pix” e “Eu tenho um CPF!”, fez questão de comandar todo o pandemônio da noite, misturando frases em português e inglês e pedindo sempre para o público abrir rodas e gritar o mais alto possível.
Outra parte legal do show foi quando um brasileiro, JP, foi chamado ao público para dividir o microfone com Sykes na faixa “Pray For Plagues”. E o resultado impressionou, já que o fã soltou um gutural incrível logo na primeira parte da música.
Não se fala em “metalcore” sem citar o Bring Me The Horizon nos dias de hoje. O gênero, que deriva do metal, é conhecido pela agressividade nos riffs e por músicas muito intensas, e o BMTH consegue utilizar muito bem esse estilo. Em um dos melhores shows do Rock in Rio 2026 até aqui, a banda entregou tudo o que se espera de um grande grupo de rock na atualidade: pirotecnia, gritos e visuais que te prendem a todo momento.
Para muitos, o Bring Me The Horizon merecia ter sido o headliner da noite e a banda correspondeu a isso em um show à altura.









