Os covers mais “diferentões” da música pop

Conheça cinco versões bem diferentes de grandes hits do pop e rock internacional

Covers são uma das modalidades musicais mais populares da indústria há muitas décadas, e chegaram a ser responsáveis por emplacar grandes artistas, como os Beatles com “Twist and Shout” e Elvis Presley em “Hound Dog”. No século XXI, com a chegada da internet e de sites como o YouTube, vários artistas puderam se lançar aos olhos do público com suas interpretações de hits de outros artistas, foi assim que Justin Bieber e Shawn Mendes puderam iniciar suas carreiras no show biz, por exemplo.

Em alguns casos, os covers também reacenderam carreiras – como o que aconteceu com Johnny Cash, que ao interpretar “Hurt”, do Nine Inch Nails, numa versão mais soturna e enlutada, foi redescoberto e reconhecido como um grande nome da música, após um longo período de ostracismo, comovendo até Trent Reznor, compositor da canção, que ao ouvir a gravação de Cash, afirmou que ela não o pertencia mais.

Por todo este histórico, esta lista traz cinco covers bem diferentes das versões originais para você adicionar a sua playlist:

1. “(I Can’t Get No) Satisfaction”, DEVO

Original de: Rolling Stones

Rolling Stones sempre foi uma representação lírica e visual da rebeldia dos anos 1960. Em Satisfaction, sua crítica ao estilo de vida baseada no consumismo chocou as rádios e os firmou na história do rock. 

Treze anos depois, os norte-americanos de Akron, DEVO, lançam sua versão e algo muda nela. Óbvio, a banda em sua essência, assim como os Stones, possui uma veia crítica e irônica, mas apostam num estilo que satiriza a produção em massa, quase robótica, o que reflete em sua sonoridade, que apresenta uma dissonância entre o vocal e o instrumental, quase como o que se vê nas canções de IA, mas com o brilhantismo e provocação humana de seu vocalista, Mark Mothersbaugh.

2. “I Will Survive”, CAKE

Original de Gloria Gaynor

Canção que embalou a disco nos anos 1970, “I Will Survive” é a síntese do que a cultura preta e queer foi capaz de construir no gênero. Considerada um dos hinos LGBTQIAPN+, em 1996 recebeu uma versão do grupo CAKE. Famoso por suas músicas e videoclipes repletos de humor, aqui a banda substitui o belting de Gloria Gaynor, pelo canto falado de John McCrea e o piano dramático do original, pelos solos de guitarra e trompete, o que criou um cover tão autoral, que quase soa como duas músicas completamente diferentes.

3. “Since I Don’t Have You”, Guns N’ Roses

Original de The Skyliners

É possível transformar um doo-wop em uma balada hard rock? Para o Guns N’ Roses, sim! Em 1994, a banda lança The Spaghetti Incident?, seu quinto álbum. Mesmo não tão popular e celebrado quanto os anteriores, ele conseguiu emplacar o single “Since I Don’t Have You”, um cover do hit de 1958 do grupo The Skyliners. Na voz rasgada de Axl Rose e a guitarra marcante de Slash, a música perde a sonoridade dos bailes dos Anos Dourados, e ganha uma crueza e sensualidade ouvida nos bares de motociclistas. 

4. “Personal Jesus”, Johnny Cash

Original de Depeche Mode

Mais uma versão do Homem de Preto, dessa vez de “Personal Jesus”, do Depeche Mode. Lançado em 2002, a versão de Cash une sua voz cavernosa, com um violão acústico e um piano discreto, para formar um blues clássico.

5. “Unbreak My Heart”, Weezer

Original de Toni Braxton

Weezer é conhecido por suas músicas autorais, mas não perde a oportunidade de trazer covers fora da caixa. Um dos mais surpreendentes, certamente é o de “Un-Break My Heart” de Toni Braxton, uma canção famosa do R&B, com uma sonoridade melodramática e muito emocionante, que transporta o ouvinte diretamente para a rua chuvosa que a cantora retrata. Na versão da banda, a música permanece com o mesmo mote, mas agora com toda a energia nerd que apenas Rivers Cuomo seria capaz de encaixar, com um vocal emocionado e o instrumental clássico do Weezer. 

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