Espetáculo visual e chuva de hits salvam show sem carisma de Calvin Harris no Palco Mundo

Headliner inédito do Rock in Rio apostou em set funcional, mas pecou por falta de presença de palco

Apesar do feito histórico de colocar um DJ como headliner do Palco Mundo, celebrando os 25 anos desde que a música eletrônica foi introduzida no Rock in Rio, a performance de Calvin Harris no dia 6 de setembro, primeiro domingo do festival, acabou dependendo do impacto visual para não se perder. Diante de uma plateia que enfrentou chuva intensa ao longo de todo o dia e um frio insistente ao fim da noite, o público respondeu às batidas por 1h30. 

Os inúmeros hits foram os responsáveis por contagiar o público, que parecia mais contente pelas músicas do que pela presença do DJ em si. Isso porque Harris permaneceu estritamente preso à mesa de controle durante todo o set. Havia uma certa preguiça do DJ, que não agregou seus vocais às composições que ele mesmo canta, como é o caso de “Summer” e “Feel So Close”. O que realmente salvou o espetáculo e sustentou o clima de celebração na Cidade do Rock foi o uso do grande telão do Palco Mundo, bem como lasers e espetáculos de pirotecnia aqui e ali.

Calvin Harris no Rock in Rio por MORIVA/Mari Femiani (reprodução)

A produção visual foi o grande chamariz do show, compensando a falta de presença do DJ e garantindo o ritmo de pista a céu aberto (mesmo que embaixo de muita chuva). Entre a sequência de sucessos globais como “One Kiss”, “We Found Love”, “Outside”, “Blame” e “We’ll Be Coming Back”, as configurações técnicas do palco principal foram as responsáveis por prender a atenção da multidão que resistiu ao clima adverso. O primeiro dia do Rock in Rio a esgotar os ingressos mostra que a escolha por colocar um DJ como headliner foi comercialmente acertada e que a fórmula pode funcionar bem em outras edições. No entanto, era esperado que Calvin Harris entregasse uma experiência mais envolvente do que apenas controlar sua mesa de som. 

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