A banda mais aguardada do primeiro dia da edição fez um show à altura no Rock in Rio. Headliners do Palco Mundo no dia 4, os Foo Fighters fizeram um show de pouco mais de duas horas, em uma noite que variou dos sucessos mais conhecidos da banda à músicas tocadas especialmente, segundo Dave Grohl, ao público mais fiel e antigo deles. Com atraso de apenas alguns minutos, a banda abriu o show com “All My Life”, seguida de “The Pretender” e “Times Like These”, ou seja, a todo vapor.
Um detalhe que chamou muita atenção foi que até o início do show dos Foo Fighters, nenhuma banda que se apresentou no Palco Mundo neste dia — Nova Twins, The Hives e Rise Against — havia utilizado 100% da capacidade do novo telão, que neste ano ficou com aproximadamente 2400 m2 de Led. Todas as bandas citadas usaram da maior novidade do Rock in Rio 2026 de forma parcial, exceto pelo Foo Fighters. O curioso é que a banda usou da total funcionalidade do telão apenas na primeira música e em “Monkey Wrench”, já que nas demais músicas o telão voltou a ser utilizado de maneira “padrão” refletindo o estilo do design anterior.
A presença de palco de Dave Grohl é algo a ser destacado Showman nato, sabe conduzir o público e interage com o mesmo a todo tempo. O que impressiona é que, mesmo passando por tanta dificuldade, perdendo dois membros (e mais que isso, amigos) de banda — Kurt Cobain, vocalista do Nirvana e Taylor Hawkins, baterista dos Foo Fighters) — e também a mãe, tudo isso em um período recente, Dave buscou forças naquilo que sabe fazer de melhor para superar, ou a menos amenizar todas essas situações: a música.

Entre os acertos da banda temos Ilan Rubin. O trabalho não era fácil: substituir Josh Freese nas baquetas pesadas do Foo Fighters, mas o que se pode afirmar é que Rubin faz um bom trabalho. Inclusive no disco mais recente deles, Your Favorite Toy, o primeiro trabalho oficial de Rubin com a banda de Dave Grohl. E no Rock in Rio o baterista estava tão confortável que é como se ele já fosse da banda há algum tempo. Com direito a solo de bateria e tudo mais.
A relação do Foo Fighters com o Brasil já perdura por mais de 20 anos. A primeira passagem da banda por aqui foi em 2001, na terceira edição do Rock in Rio. De lá pra cá, a banda já se apresentou em Lollapalooza e The Town, além de shows solo. Todos esses encontros dividem um fato curioso: mesmo em todas as passagens, nos mais diversos palcos, os shows se encerram com a mesma música: “Everlong”. E claro que não poderia ser diferente no Rock in Rio. A canção, uma das mais favoritas do público, também foi uma das mais celebradas naquela noite.
Dave Grohl também fez questão de tocar clássicos que não estavam presentes na setlist da Take Cover tour (que passa pelo Brasil, de forma oficial em Fevereiro de 2027, em Belo Horizonte e em São Paulo), como “Exhausted” e “Wheels”. Também vale mencionar que, quando Dave Grohl tentou puxar uma versão diferente de “Window”, faixa do disco recente, mas a reação do público presente um tanto quanto morna.
Em 2026 o Foo Fighters continua provando a todos o porquê de ser uma das maiores bandas de rock remanescentes da década de 90. A banda inteira faz um ótimo trabalho ao vivo, e neste Rock in Rio fez um show que ficará marcado na história recente do festival.









