Giovani Cidreira apresenta performance interplanetária no Auditório Barcelona

Um dos primeiros nomes a pisar no Auditório Barcelona, anfiteatro destinado aos shows mais intimistas da primeira edição nacional do festival Primavera Sound, Giovani Cidreira mostrou que não é deste mundo. A acústica do anfiteatro era, de fato, encantadora, mas não era por causa dela que a voz de Giovani era apresentada ao público de forma tão violenta – ela já é visceral por si própria.

Giovani Cidreira não é deste mundo, tampouco sua voz. Foi com garra, solidez e intensidade que o artista soteropolitano se derramou no palco mais aconchegante do festival. Em meio ao abraço físico do anfiteatro, a performance de Giovani cortava. Cada corte incitava ao público uma escuta ainda mais atenta ao que o artista dizia entre as músicas de sua setlist.

Com vestimentas que colocavam todo o destaque na grande estrela que é, Giovani brilhava em muitos sentidos. As ombreiras prateadas de seu figurino pareciam indicar que o artista enfrenta a vida de peito aberto; suas tranças, junto à sua postura ereta, diziam que Giovani não abaixa a cabeça perante às adversidades – adversidades que, fazendo parte de seus discursos no festival, foram apresentadas à plateia. 

Giovani Cidreira / Créditos: Pridia (@pridiabr)

Além da luz natural e do figurino do artista, as luzes provenientes dos lasers da apresentação marcaram o teto do Auditório Barcelona. Os movimentos dos feixes, todos lançados acima da área do público, captavam o olhar do espectador que, ao mirar para cima, deparava-se com desenhos e padrões coloridos.

Tudo no show de Giovani Cidreira foi pensado e calculado para destacar o artista, porém a presença de Giovani em si já era potencial. Todos os adornos só tornaram sua apresentação profunda ainda mais intrínseca.

Por Letícia Finamore

Metajornalista, entusiasta de biografias e criadora compulsiva de playlists.


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