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Interpol: Relembre a trajetória da banda que renovou o pós-punk

Com a sonoridade do pós-punk dos anos 1980 e nome que confundiu a Polícia Federal brasileira, o Interpol volta ao Brasil para participar do Primavera Sound

Com a sonoridade do pós-punk dos anos 1980 e nome que confundiu a Polícia Federal brasileira, o Interpol volta ao Brasil para participar do Primavera Sound, que acontecerá em São Paulo. Sua primeira vinda ao Brasil foi em 2008 e a última em 2019, no Lollapalooza.

Liderado por Paul Banks, Interpol foi formado em Nova York, em 1997, porém seu primeiro álbum só foi lançado em 2002 – Turn on the Bright Lights. Aqui, já é apresentado alguns de seus principais hits: “Obstacle 1”, “Stella Was a Driver and She Always Down”, além de “Untitled” e “Specialist” que fizeram parte da trilha musical das séries Friends (1994-2004) e The O.C. (2003-2007).

Turn on the Bright Side além de ser uma grande estreia pela ótimas faixas, já mostra o estilo que a banda seguiria ao longo dos anos: a voz (quase) cavernosa de Paul Banks, a forte presença do baixo e letras com temáticas soturnas – tal qual as influentes bandas do pós-punk dos anos 1970 e 1980: Joy Division, Bauhaus e Depeche Mode.

Em 2004, o Interpol lança mais um álbum: Antics – cujo setlist possui a música “Evil”, famosa por seu clipe da marionete que sofre um acidente de carro; além da canção “C’mere” que retrata os dramas se terminar um relacionamento e perceber que você não corresponde mais ao que a pessoa amada deseja.

Our Love To Admire chegou em 2007 e traz os mesmo elementos de seus álbuns antecessores. Contudo, ele tem um certo destaque – primeiro por sua capa: enquanto os dois anteriores possuem capas menos detalhadas, neste traz a figura de um cervo sendo atacado por dois leões, quase uma contradição ao seu título.

O álbum, produzido pela banda e por Rich Costey, traz músicas incríveis e marcantes – “Pioneers To The Falls” com sua introdução com guitarra e piano; “The Scale” com sua aura melancólica; “The Heinrich Maneauver” e sua batida eletrizante; além de “Pace Is The Trick” que poderia facilmente ser parte da trilha musical de Crepúsculo.

Alguns anos depois, em 2010, a banda lança seu quarto álbum, o autointitulado. Na época, a banda anunciou em seu site: “Nós sentimos como uma nova banda. Não temos conceito algum para este novo lote de composições” – talvez essa incerteza no estilo tenha feito com que o disco não tenha sido tão bem recebido em relação aos anteriores, recebendo uma média 66 pontos no Metacritic. Apesar disso, o álbum ainda tem músicas interessantes como “Memory Serves” e “Success”.

O ano de 2014 foi agitado para a banda que se tornou um trio com a brusca a saída do baixista Carlos D, e também pelo lançamento de seu quinto álbum – El Pintor, um anagrama para Interpol. Neste álbum é possível perceber uma mudança na guitarra, que agora ecoa junto com a bateria. Pode-se dizer que agora o som da banda ganhou uma estética mais hard – algo que permaneceu no álbum de 2018, Marauder, cujo principal single, “If You Really Love Nothing” tem clipe estrelado pela atriz Kristen Stewart e por Finn Wittrock (American Horror Story).

Em 2019, o Interpol lançou o EP A Fine Mess, que é quase como uma volta ao estilo que eles traziam nos primórdios da banda – a predominância do baixo e a voz mais intensa de Paul Banks.

Agora em 2022, eles começam a divulgação de seu mais novo trabalho: The Other Side Of Make-Believe, que seguiu nas últimas semanas divulgando alguns ótimos singles como “Toni”, “Something Changed” e “Fables”.

Em março, a banda foi confirmada no Primavera Sound de São Paulo e em um show de abertura do Arctic Monkeys em Curitiba. Com toda certeza vale a pena curtir o som melancólico e intenso que a banda cultivou ao longo desses 25 anos.

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