Letrux apresenta mais um vídeo do universo de SadSexySillySongs, disco lançado em março via Coala Records. Após os clipes da faixa título e de “Ciúme me dá frio”, o registro audiovisual de “It ‘s like Kurt Cobain sings” é construído a partir de fotografias analógicas, colagens e sobreposições e está disponível no dia 22 de maio. O material aposta na força do estático para criar movimento e traduzir visualmente as ambiguidades presentes na canção, como a sensação de ouvir uma música triste em um momento feliz.
No clipe, dirigido por Indira Dominici, todas as fotografias são analógicas e ocupam papel central do clipe. Sobre a escolha, Letrux conta: “Eu comprei uma câmera analógica em 2023, e em viagens que fiz recentemente, fiz registros em filme. Claro que também usei o celular, mas era um grande momento escolher onde, quando, a pose ou a não pose. Tem também a memória afetiva da infância e o desejo de ir um pouco na contramão da velocidade bizarra do mundo atual”.
Sobre a relação entre música e imagem, Letrux destaca a abertura para o acaso durante o processo criativo. “Não fomos nada literais no clipe, mas há coincidências, há o acaso se impondo de forma mais feroz do que tudo”, afirma. A artista aproxima a dinâmica do clipe da própria criação da faixa, criada ao lado do músico Thiago Borges.
Nas referências visuais do trabalho, Indira Dominici cita nomes como Agnès Varda, Chris Marker e Susan Sontag, além da estética dos fotologs dos anos 2000. A diretora define o uso da fotografia analógica como uma convocação ao mistério e ao tempo. “Não dá pra ver na hora. Paciência. Confia. A luz, a química e o mistério terão criado junto comigo imagem que em certa medida controlo, mas que em parte me escapa”, reflete Indira.
“Algo de muito vivo, senão catártico e sublime, se deu naquela manhã de quinta-feira. Fotografá-la como se pudesse não apenas tocá-la, mas sentir do quê Letícia é feita”, diz a diretora sobre o dia de gravação.
O álbum marca o retorno de Letrux aos lançamentos após três anos e inaugura uma fase mais direta e conceitual. Com produção de Thiago Rebello, o disco divide as 12 faixas entre os universos “sad”, “sexy” e “silly”, atravessando referências do pop, rock e MPB.









