Aos 22 anos, Adéla Jergova é a estrela da capa de agosto da Teen Vogue enquanto se prepara para lançar seu primeiro álbum, Prima, marcado para 4 de setembro. Nascida em Bratislava, na Eslováquia, a cantora ganhou projeção após participar do reality da Netflix Pop Star Academy, que formou o KATSEYE — embora tenha sido eliminada antes da formação do grupo. Depois disso, assinou com a Capitol Records, colaborou com Grimes, lançou o EP The Provocateur, viralizou no TikTok e abriu shows para Demi Lovato.
A entrevista destaca como a experiência no reality e a trajetória de suas amigas no KATSEYE mudaram sua relação com a fama. Adéla diz ter estudado a trajetória de artistas como Rihanna, Beyoncé, Madonna, Miley Cyrus e Ariana Grande para entender como a opinião pública pode mudar rapidamente. Ela também afirma que mulheres jovens na música estão especialmente sujeitas à rejeição e ao escrutínio online. Para se preparar, conta com terapia — iniciada durante Pop Star Academy — e conselhos de nomes como Grimes, Christina Aguilera e Demi Lovato.
Essa preocupação também aparece na forma como ela pretende lidar com a própria imagem. Adéla quer separar cada vez mais sua “persona de performance” de sua vida pessoal, evitando que o público tenha a sensação de conhecê-la completamente. A mudança já aparece em sua música: enquanto “Homewrecked” expunha de maneira bastante direta a infidelidade do pai e seus impactos na família, faixas de Prima ampliam o foco. “KGB” aposta em um pop mais divertido, “Red Bottoms” aborda inseguranças amorosas e “Ain’t in LA” parte da história de sua família para falar sobre imigração e sobre perseguir grandes sonhos sem acreditar que eles necessariamente precisam acontecer em Hollywood.
O novo álbum representa, segundo Adéla, uma ruptura deliberada com The Provocateur. Ela descreve o EP como mais “raivoso”, enquanto Prima será mais divertido, alegre e conectado à experiência de uma mulher de 22 anos vivendo sua vida. A estética da nova era também acompanha essa mudança, com referências a “girlhood”, rosa-choque e ao filme Spring Breakers. Ela reconhece que alguns fãs podem sentir falta do pop industrial e mais intenso do trabalho anterior, mas diz ter criado o disco pensando na versão de 12 anos de si mesma que gostaria de ouvir aquele álbum.
A cantora também comenta a controvérsia envolvendo “KGB”, criticada por fazer referência ao órgão soviético de maneira considerada superficial. Adéla explicou que sua família e seu país lidam com acontecimentos históricos difíceis através do humor e acrescentou um aviso ao final do clipe para esclarecer sua intenção. Para a nova fase, ela trabalha com o diretor criativo Chris Horan e passou a fazer aulas de canto com Eric Vitro, ex-professor vocal de Ariana Grande. Com Prima chegando em setembro, a entrevista apresenta Adéla menos como a garota irreverente descoberta em um reality e mais como uma artista consciente dos riscos da fama e determinada a construir sua própria identidade.
Leia a entrevista completa no site da Teen Vogue.









