23 artistas para ficar de olho em 2023

Por aqui a gente já enxerga no horizonte os artistas que merecem destaque em 2023

Não é mistério algum que a indústria musical é cíclica e se renova a cada dia — ainda mais com uma plataforma global como o TikTok introduzindo a cada hora uma nova trend ou artista a ser descoberto.

Do pop nacional, ao indie britânico, ao hip hop estadunidense, a infinidade de pílulas sonoras que são constantemente criadas atingem nichos e bolhas, e algumas delas conseguem explodir bolhas e atingir públicos ainda mais universais.

Com essa vasta gama de talentos e dimensões artísticas pipocando em todos os lugares, fica difícil prever certos acontecimentos ou ascensões, mas torna um pouco mais fácil de identificar artistas promissores para acompanhar — e quem sabe presenciar o surgimento de uma nova fase dentro de gêneros, nichos e comportamentos?

O Rising, projeto especial e anual aqui do escutai, surgiu para monitorar essa tendência e introduzir artistas cada vez mais emergentes a cada ano, como em 2021 onde trouxemos nomes como Marina Sena, Jovem Dionísio, Hope Tala, Gayle e Chameleo como apostas de 2022. Por aqui estamos sempre de olho nas novidades nacionais e mundiais, e por isso, selecionamos 23 artistas promissores para você conhecer agora e continuar de olho em 2023.

Ethel Cain

Por Luis Hora

Hayden Silas Anhedönia — ou Ethel Cain — tem apenas vinte e quatro anos, mas a vivência e as lembranças sobre sua infância e adolescência parecem reflexos de tempos muito mais longos. Esses mesmos reflexos se tornaram reflexões profundas sobre quem ela é e o que se tornou. Mesmo com pouca idade, é possível perceber o quanto traumas, sensações de não pertencimento e princípios se tornaram o núcleo de sua arte, pois é a partir desses indícios que podemos começar a arranhar a superfície para descobrir o quanto ela tem para nos mostrar.

A existência de um novo ser serve para traduzir o que Hayden quer dizer. Não existe uma batalha travada entre as duas personas, e sim um permitir para que pontos específicos sejam tocados de forma destemida. Criar uma persona aqui não é motivo para escapar de lidar com temas tão traumáticos, mas sim a forma mais crua de guiar qualquer pessoa em um viagem tão sinistra que se torna puramente soturna, onde ouvir é se atordoar a cada minuto.

Com sonoridades distintas, ouça o EP de 2021 “Golden Age” e o recente disco “Preacher’s Daughter”.

FLO

Por Diego Stedile

O burburinho do FLO está crescendo diariamente por meio de uma crescente comunidade de fãs ao redor do mundo somente com um EP lançado, o “The Lead”. Visualizando o cenário que apresenta a modernização do gênero, FLO chega na indústria impactando com a tradicional sonoridade nostálgica que marcou a primeira década do milênio já em seu primeiro single, “Cardboard Box“ — música que deixou muitos dos jovens adultos acalentados com a originalidade criada com base em grandes referências da música como TLC, Destiny’s Child, Sugababes.

A dica é ouvir o EP “The Lead”, começando por “Immature”, uma das melhores canções do trio.

Gouldie Boutilier

Por Diego Stedile

Goldie Boutilier (Kristin Kathleen Boutilier) não é nova na indústria. Anteriormente conhecida por seus nomes artísticos My Name Is Kay, Kay e Goldilox, foi descoberta por Ryan Tedder do OneRepublic, assinou contratos com a Interscope, Universal e por fim segue independente. Recentemente lançou o primeiro trabalho diante do novo alter ego artístico, o EP ”K-Town”, com a canção “Cowboy Gangster Politician”, uma das melhores de sua carreira. Seu timbre muito similar ao de artistas como Steve Nicks é cativante e promete boas doses originais no futuro.

“Cowboy Gangster Politician” é um ótimo começo para se introduzir no universo de Gouldie, que não é tão grande assim agora, mas deve receber uma expansão muito em breve.

Chappell Roan

Por Diego Stedile

Letras fortes e repletas de significado são dois pontos importantes na carreira da iniciante Chappell Roan, artista americana nascida Kayleigh Rose Amstutz que descreve seu som como “dark pop com tons de balada”. Aliada do app de dancinhas, Chappell começou a ganhar uma certa atenção com o recente hit “Casual”, seu recente single.

Chamada de “estrela pop de brechó” pela renomada Rolling Stone, a artista segue carreira independente após sua gravadora a ter descartado em 2020 por baixos lucros, mesmo depois de ter lançado a ótima “Pink Pony Club”, música que fala sobre querer ser uma go-go dancer no famoso clube gay de West Hollywood, The Abbey. Roan até abriu algumas datas na recente turnê de Olivia Rodrigo pelos EUA e com isso definitivamente redefiniu seu rumo. No maior estilo “camp pop”, misturando as melhores bizarrices de sua mente, Chapell Roan promete um futuro brilhante dentro e fora de seu próprio nicho.

Comece dando play em “My Kink Is Karma” e depois na ótima “Pink Pony Club” para sentir um gostinho do que Roan é capaz.

Carol Biazin

Por Diego Stedile

Caroline dos Reis é nossa “Garota Infernal”. Promessa há algum tempo dentro da cena pop nacional, Carol Biazin têm lançado ótimas canções e nos atiçado com seu real potencial artístico. Carol ficou conhecida por ter sido finalista da sexta temporada do programa The Voice Brasil, no time de Ivete Sangalo e logo depois ter laçado seu primeiro EP “S”.

Carol Biazin também colaborou em algumas composições do cenário musical brasileiro, entre elas “Complicado”, parceria de Vitão e Anitta”, “Juntinho” da Rouge” e diversas canções de DAY LIMNS. Construindo uma carreira em ascenção em poucos 5 anos, Biazin têm colaborado com grades nomes da cena pop brasileira como Luísa Sonza, Gloria Groove, Pabllo Vittar e Chameleo — uma de nossas apostas de 2021.

Indicamos ouvir os recentes trabalhos da artista como “Brinca Com A” e “Fica pro Café”, além é claro do ótimo álbum “Beijo de Judas” de 2021.

Tolentino

Por Diego Stedile

Não é de hoje que Tolentino mostra que veio para ficar e segue trazendo uma cara rebelde ao pop independente da cena nacional. Com o recente álbum “Silêncio Elétrico” lançado no finalzinho de 2022, o jovem artista se posiciona ainda mais dentre os talentos para prestarmos atenção nos próximos meses. Sempre colaborando com talentos novos, Tolentino usa e abusa de suas experiências para transcrever, de forma artística, sons cada vez mais revigorantes.

Para conhecer o artista, comece por  “Jacquemus”, música que faz referência à marca de roupa francesa de mesmo nome, e a todo lifestyle ao redor dela. A próxima pedida é seu recente álbum e a parceria com a cantora Verité, “Aqui”.

Marô

Por Diego Stedile

Nascida em Criciúma, em Santa Catarina, Marô já demonstrou seu apreço pela arte desde pequena. Com pai músico e influenciada diretamente por ele, a artista transita entre pop e R&B com referências que vão de Gloria Groove até Paul McCartney. Com dois singles lançados esse ano, Marô vem tomando atenção dos caçadores de novos sons — e com razão. Seu gingado diferente e atitude de rockstar prometem boas surpresas para o futuro, e acompanhar essa trajetória pode ser deliciosamente surpreendente.

Inicie com o single “Mete o Pé”, lançado no final do ano através do selo Slap, da Som Livre. A canção reivindica o poder da mulher agir com desapego nas relações casuais.

Izzy Heltai

Por Luis Hora

Tendo um dos melhores momentos da sua carreira abrindo a turnê de Marcus Mumford, do Mumford and Sons, Izzy Heltai tem apenas um EP na discografia, mas já é o bastante para deixar o público querendo muito mais do cantor de folk.

Desde a infância já era possível imaginar que esse seria seu caminho, já que até seus pais são fãs do gênero. Mas não é impossível imaginar flertes com outras sonoridades, pois é possível perceber um pouco de country e até pop em seus trabalhos.

“Day Plan” é a melhor pedida para conhecer o cantor e aguardar o tão sonhado disco de estreia.

Emei

Por Luis Hora

Música não é algo novo para Emily Li, mas sob o nome de Emei sua carreira está apenas começando. A artista, nascida de imigrantes chineses, sempre pensou em cantar na língua dos seus pais (e inclusive foi na China que participou da franquia ‘Idol’, ficando na 3ª posição) mas é em seu momento na língua inglesa que o primeiro EP foi lançado.

“End of an Era” é um retrato sincero escrito com bastante acidez, ironia e de forma divertida sobre momentos da sua vida. Desde desejar ser outra pessoa até perceber o quanto gostaria de já ter alcançado muito mais coisas na carreira. A sonoridade aposta em um pop/rock que está mais em alta do que nunca, mas sua voz e visão criativa também demonstram poder ir além disso quando a artista quiser.

Dê play em “Trust Issues” e “That Girl” para entrar no universo de Emei com o pé direito.

GloRilla

Por Diego Stedile

Sempre afiada em suas músicas, a rapper estadunidense GloRilla começou a ganhar notoriedade com a música “F.N.F. (Let’s Go)” e também com “Tomorrow 2”, que conta com parceria de Cardi B, ambas deste ano, a impulsionando surpreendentemente rápido para paradas musicais e em crescimento de streaming.

Apontada como uma válvula nova no hip hop, Gloria Woods (GloRilla) já é cogitada como colaboração almejada por diversos mestres do gênero, o que indica um futuro em ascensão para breve.

Uma boa pedida para a playlist é iniciar com “F.N.F. (let’s Go)” que tem uma pegada comercial ótima, e partir para outros singles como “Blessed” e “Out Loud Thinking”, esta última apresentada em uma edição do Colors Studios.

Rachel Reis

Por Mariana Gomes

Outro grande talento das terras de Caetano e Gil é Rachel Reis. A baiana de Feira de Santana, que viralizou com “Maresia”, já fez turnês pelo Brasil inteiro e está presente nos line-ups dos principais festivais do Brasil.

Seu álbum de estreia, “Meu Esquema”, traz toda a sua musicalidade tropical e renovada para o cenário brasileiro. Com uma voz linda e doce daquelas que vão tocar por muito tempo no nosso radinho modero, essa artista é uma super aposta para ficarmos de olho. 

A dica da vez é ouvir a já citada “Maresia” e o single “20h”.

Special Interest

Por Ana Luiza Sampaio

2022 foi um ano de grandes conquistas para o Special Interest, quarteto de punk norte-americano que vai muito além dos três acordes que sustentam esse estilo musical. Após 6 anos na estrada, a banda lançou seu terceiro álbum em 2022, “Endure”, ultrapassando barreiras ao mixar o som estridente e visceral do punk rock com linhas de piano, sintetizadores oitentistas e vocais agudos saídos diretamente do pop e dance.

O resultado parece ser exatamente o que o público — e a crítica — precisavam: um som original e dançante, um incentivo a desconstruir o que está posto e a superar os entraves da pandemia e do lockdown. Com tantos ouvidos cativados, a expectativa é de que a banda se lance em turnê e figure nos mais diversos line-ups daqui em diante. Vale ficar atento aos próximos passos do grupo.

Além do álbu acima, vale a pena conferir “Herman’s (House)” e “Midnight Legend”.

Chico e o Mar

Por Ana Luiza Sampaio

A cada ano, a cidade de Belo Horizonte reafirma seu lugar como um dos principais celeiros musicais do país. Recentemente, nomes como Djonga, FBC, Daparte, Graveola, Lamparina, Lagum e Young Lights ultrapassaram as montanhas de Minas para conquistarem seu lugar no cenário nacional.

Em 2023, chega a vez da banda de indie pop Chico e o Mar alçar vôo. Formado por 5 estudantes da capital em 2018, o grupo acaba de lançar seu primeiro álbum, “Chico e o Mar” (2022), após experimentarem com diversos singles e um EP — o “Sdds”, de 2021. Bom momento para o som energizante e descontraído da banda conquistar novos fãs do indie Brasil afora.

Gab Ferreira

Por Ana Luiza Sampaio

Desde 2016, quando participou do The Voice Brasil, a sonoridade da cantora e compositora catarinense tomou os rumos do estilo que ela nomeia como “dark pop”.

Em “Visions” (2022, Balaclava Records), sua mais recente mixtape, a instrumentação dramática e quase soturna ganha camadas de música eletrônica e R&B ambiente. As letras (quase todas em inglês), tratam de expectativas, inseguranças choques de perspectiva e outras nuances das relações pessoais.

O trabalho repercutiu e já alçou a artista ao line-up de grandes festivais, como o Primavera Sound SP 2022 e o Lollapalooza Brasil 2023 — e tudo indica que o “fenômeno” Gab está apenas começando.

Além do álbum “Visions” de 2022, vale a pena conferir o “Lemon Squeeze”, trabalho de 2018.

Deekapz

Por Ana Luiza Sampaio

No próximo ano, nossos olhos (e ouvidos) também estarão voltados para controladoras. Na realidade “pós”-lockdown, os DJs recuperam seu espaço nas baladas e conquistam ainda mais visibilidade no line-up dos grandes festivais, como o Lollapalooza Brasil.

É nesse cenário que a dupla Deekapz (antigo DKVPZ, que também já foi Trash Players e Dropkillers) pretende lançar seu primeiro álbum. Paulo Vitor e Matheus Henrique já têm uma bagagem de respeito: 8 anos de carreira, 8 EPs e colaborações de peso como Rincon Sapiência, Pabllo Vittar, Kevin O Chris, Arnaldo Antunes, Criolo e Baco Exu do Blues. Agora, a expectativa é crescente para o disco de estréia do duo, que promete emplacar sets ainda mais criativos e originais.

Piri & Tommy

Por Diego Stedile

Marcando seu espaço aos poucos com músicas cada vez mais cativantes, o duo Piri & Tommy tem uma grande oportunidade pela frente. Já apontados como destaque nos próximos meses pela famosa lista Sounds Of, da BBC, Sophie McBurnie e Tommy Villiers estão à altura da tarefa. Nascidos diretamente da fábrica de hits diários, Piri & Tommy tiveram o primeiro contato com o sucesso no TikTok e desde então continuam exportando seu som através da plataforma, que agora ganha um novo amparo de ouvintes no mundo inteiro — número este que tem tendência a aumentar a cada dia.

Com o gênero drum ‘n’ bass sendo seu principal foco, a dupla de jovens de 22 anos está reinventando os clubs do Reino Unidos para uma nova e apaixonada geração de apaixonados do segmento.

Para quem ama Charli XCX e PinkPantheress, a pedida é ideal! Inicie por “soft spot” e “on & on”.

Wet Leg

Por Diego Stedile

Mundinho indie britânico cada vez mais exportando grandes talentos para o mundo. O duo Wet Leg formado por Rhian Teasdale e Hester Chambers em 2019 chegou para ficar já no primeiro single, “Chaise Longue”, alcançando graciosos 3 milhões de streams no lançamento. Com uma carreira emergente e talento indie de sobra, o duo explora seus melhores atributos ao construir canções de fácil consumo e extremamente relacionáveis.

Wet Leg certamente fará as pessoas o ouvirem, seja agora ou daqui a pouco. O duo agora canaliza seu senso de humor e carisma em uma série de faixas que são muito mais sutis e tridimensionais do que a música repetitiva que fez seu nome, o que as torna peças originais dentro do jogo atual. O álbum de estreia autointitulado com certeza marca uma nova fase na carreira de ambas e com ele garantem, sem dúvidas, que serão ouvidas de novo e de novo e de novo.

Vale a pena conferir os singles “Wet Dream” e “Angelica”, ambos presentes no álbum de estreia do duo.

Thiago Pantaleão

Por Lucas Fagundes

Não é de hoje que o TikTok virou aliado de um artista e é responsável por grande parte de sua ascensão. Thiago Pantaleão já estava na indústria da música há um tempo, começando de maneira independente, e chegando a fazer feats com nomes conhecidos da cultura pop brasileira como a rapper Danny Bond. Porém, foi só em 2022 que ele caiu na boca do povo com o seu hit “Desculpa Por Não Te Amar Tanto Assim”, que hitou nos quatro cantos do app de dancinhas.

Com o viral veio reconhecimento de público, contrato com a gravadora Som Livre e, como se não bastasse, lançamento do seu primeiro álbum de estúdio, “Fim do Mundo”, tudo no mesmo ano. Thiago entrega carisma, voz, dança e tem o seu estilo profissional muito bem definido, entregando um pop misturado com funk e R&B de qualidade. É de se esperar que sua primeira turnê para a divulgação do disco comece no ano que vem, o tornando um artista em ascensão que merece nossa atenção.

Arraste o play em “Konoha”, recente single, e a ótima “DISK”.

Amelia Moore

Por Diego Stedile

Pronta para dominar o mundo com seu jeito único, Amelia Moore tem a atitude perfeita para se tornar uma personalidade marcante. Seu EP de estreia “teaching a robot to love (additional data)” mostra um potencial já lapidado e com canções implorando para se tornarem hits comerciais. Sendo cotada como uma das novas estrelas mais emocionantes e carregadas de emoção do pop atual, Moore tem um território interessante a explorar com o recente projeto, e ainda mais portas para abrir com seu jeito peculiar de cantar sobre experiências pessoais.

As essenciais “i feel everything” e “vinegar” são ótimas escolhas para conhecer a artista.

LOVA

Por Luis Hora

O sucesso viral da canção ‘Lonely Ones’ fez muitas pessoas perceberem o quanto a cantora sueca LOVA é uma artista que sabe muito bem colocar em palavras seus sentimentos. Com dois EPs e um disco já lançados, ela faz questão de passear pelo pop da forma mais criativa possível: sua execução no gênero é divertida, energética e também muito emocional quando necessária.

2023 tem tudo pra ser um dos seus anos mais movimentados, pois agora mais do que nunca ele conseguiu alcançar mais pessoas para mostrar o quanto sempre foi uma cantora interessante e perfeita para quem procura algo além do pop comum. 

Aproveite para conferir “Lonely Ones” e também a deliciosa “Dance For The Hell Of It”.

Violeta

Por Diego Stedile

Diretamente de Santa Catarina, Violeta recém chegou na música e já deixou translúcido para onde quer ir. Através de composições sentimentais que beiram poesia, Violeta busca por direção dentro de um universo pouco explorado, a fim de abrir caminho para uma comunidade que merece ter seu próprio degrau na lista de destaque. Seus dois singles “Bebedouro” e “Bússula”, este último que conta com participação de Rizzih, já demonstram o potencial em construção de uma artista pronta para agarrar oportunidades — ou abrir à força um caminho próprio.

Conhecer o universo poético de Violeta requer sensibilidade e, uma vez introduzido, seu acalento sonoro se tornará parte do ouvinte.

Ouça os dois singles lançados para conhecer sua artisticidade e se prepare para um ano com muitas coisas boas chegando.

Grag Queen

Por Lucas Fagundes

O cenário drag no Brasil tem crescido cada vez mais, estourando sua própria bolha. Vencedora do Queen Of The Universe, programa de competição musical de drags, Grag Queen hitou esse ano com “Party Everyday”, podendo ser considerado seu primeiro sucesso no Brasil. Com ótimos vocais, afinal, vencedora de um reality show onde cantar era um dos principais atributos, Grag tem grandes chances de explorar ainda mais o território nacional e mostrar todo seu potencial no próximo ano.

Apesar de poucas opções lançadas, seus recentes singles são deliciosas introduções ao mundo de Grag Queen. Inicie por “Fim da Tarde” e “Party Everyday”.

Zolita

Por Marcos Vinícius

Após seu debut em 2015, ZOLITA — até então independente — transitou numa sonoridade um tanto obscura e uma estética carregada de referências religiosas. A cantora e cineasta escreve, dirige e produz todos os seus projetos e têm esse fator como grande prioridade desde o início de sua carreira, mesmo hoje contratada por uma gravadora. Sua visão excêntrica a tornou uma especialista em seus visuais, o que a destaca como uma personalidade interessante para ficar de olho no próximo ano com a chegada de seu EP “Falling Out/Falling In”.

“Ruin My Life”, recente single, e o álbum “Evil Angel” são ótimas escolhas para conhecer um pouco sobre a artista e o que esperar dela no futuro.

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