5 filmes para assistir no Dia do Cinema Nacional 

Em celebração ao cinema nacional, separamos cinco longa-metragens que demonstram a riqueza cultural da sétima arte brasileira

Em 19 de junho comemora-se o Dia do Cinema Nacional, data criada em homenagem a primeira filmagem realizada no Brasil, em que o cineasta Afonso Segreto gravou a entrada da Baía de Guanabara, em 1989. Para celebrar da melhor forma possível nosso cinema tão irreverente e muitas vezes pouco valorizados, deixamos aqui uma lista de cinco filmes, de vários gêneros, anos e gostos, para ver e rever:

Rio, Zona Norte (1957)

Dir.: Nelson Pereira dos Santos

Disponível em: YouTube

Estrelado por Grande Otelo, nome importantíssimo da atuação no Brasil, Rio, Zona Norte conta a história de Espírito de Luz, um sambista que sonha em viver de sua música, mas que precisa enfrentar os desafios de ser um homem negro e periférico num mundo que sempre tenta o apagar de sua arte.

O filme também conta com a participação de Ângela Maria, considerada a “rainha do rádio” e Paulo Goulart, com canções do cantor e compositor Zé Keti.

Cheiro do Ralo (2006)

Dir.: Heitor Dhalia 

Disponível em: Mubi

Selton Mello interpreta Lourenço, um penhorista solitário e de índole questionável, que se aproveita de seus clientes mais desafortunados. Atrelado a isso, ele ainda convive com um cheiro fétido que sai de seu ralo, que o deixa ainda mais irado e perverso.

Este drama, com um pézinho no humor sombrio é, provavelmente, uma das melhores atuações de Selton, que entrega um homem extremamente problemático, com uma esfera de complexidade acobertada por seu olhar vazio.

O Casamento de Romeu e Julieta (2003)

Dir.: Bruno Barreto

Disponível em: Netflix – até 30 de Junho 

Inspirado na peça de William Shakespeare, o diretor Bruno Barreto, com o trio de roteiristas Marcos Caruso, Jandira Martini e Mario Prata, adaptam o drama dos Capuletos e Montequios para o contexto do derby paulista. Romeu (Marco Ricca), um oftalmologista e corintiano roxo, apaixona-se por Julieta (Luana Piovani), jogadora do time feminino e musa do Palmeiras. 

Para continuar com sua amada, ele precisa conquistar o pai fanático pelo Alviverde Imponente, fingindo ser palmeirense, o que será um desafio gigante para um corintiano tão apaixonado. 

A Hora da Estrela (1986)

Dir.: Suzana Amaral

Disponível em: Tela Brasil

Das páginas de Clarice Lispector, A Hora da Estrela traz Macabéa (Marcélia Cartaxo), uma jovem nordestina, datilógrafa, completamente desajustada ao espaço hostil que é São Paulo, vive de maneira pacata com nenhuma grande emoção. 

Apesar de ser descrita como uma protagonista tão desinteressante, sua história de vida (e morte) é um dos marcos da literatura e do cinema brasileiro, e mostram uma grande parcela da difícil vida dos retirantes nos anos 1980.

O Homem do Sputnik (1959)

Dir.: Carlos Manga 

Disponível em: Tela Brasil 

Quando um satélite russo cai no galinheiro Cleci (Zezé Macedo) e Anastácio (Oscarito), suas vidas viram de cabeça para baixo, de simples caipiras, tornam-se celebridades internacionais e chegam até a ser perseguidos por espiões dispostos a saber aonde está o tão requisitado Sputnik.

O longa, em seu humor físico é escrachado, demonstra a veia mordaz e política, não apenas de seu diretor, Carlos Manga e roteirista, José Cajado Filho, mas também de seus atores, como Oscarito, que anteriormente já havia interpretado uma peça satírica à Getúlio Vargas. Falando em atuação, esta é a primeira aparição de Jô Soares (na época, “Joe” Soares) no cinema.

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