Sepultura é uma das maiores bandas de heavy-metal da história do Brasil. Formada em Belo Horizonte pelos irmãos Igor e Max Cavalera, a banda rompeu as barreiras do rock e levou o heavy-metal brasileiro para os quatro cantos do mundo com seu som pesado e característico. Por problemas pessoais e judiciais, Max Cavalera, vocalista fundador do Sepultura, deixou o grupo em 1996. Seu substituto foi o americano Derrick Green, que entrou para a banda em 1997 e teve sua estreia oficial no ano seguinte com o disco Against.
Quase 30 anos depois, o legado que Derrick construiu no Sepultura finalmente fora homenageado no ao vivo, em apresentação inédita no Palco Mundo só com músicas cantadas pelo americano.
Não é uma escolha fácil, por exemplo, deixar os grandes sucessos do Sepultura como “Roots Bloody Roots”, “Ratamahatta” e “Territory” de lado em um festival do tamanho do Rock in Rio. Ainda mais pelo fato de ser o último show da banda no festival já que estão se despedindo dos palcos. A visão do público frente à isso foi muito positiva e respeitosa. Andreas Kisser, Paulo Jr e Greyson Nekrutman decidiram homenagear Derrick Green com um repertório só de músicas cantadas pelo americano, além de tocarem o EP The Cloud Of Unknowing, deste ano, na íntegra. A banda brasileira também foi a primeira do Rock in Rio 2026 a utilizar de forma total os novos telões de Led, já que no dia anterior as bandas que se apresentaram no Palco Mundo não utilizaram da função total da novidade.

Eloy Casagrande protagonizou uma das maiores mudanças na história do Sepultura ao deixar repentinamente o posto de baterista, que ocupou até 2024. Em seu lugar, entrou Greyson Nekrutman, de apenas 24 anos — mas não se engane pela pouca idade. O baterista americano vem fazendo um trabalho impressionante à frente do cargo.
O Sepultura atualmente está em turnê de despedida e esse também é um dos motivos para o show no Rock in Rio ter sido mais especial não só para os fãs da banda que foram exaltados a todo momento por Andreas e Derrick, mas também para os próprios músicos, especialmente para o vocalista Derrick Green, que chegou a passar por momentos de invalidação enquanto frontman. Encerrar todo um legado e trajetória no palco de um dos maiores festivais do mundo tornou tudo mais simbólico.









