O streaming resolveu o problema do acesso à música, mas, pelo caminho, o contexto foi perdido. Na pressa das playlists e dos algoritmos, o álbum completo com capa e encarte foi reduzido a um ícone pequeno em uma lista infinita. O SongTiles, app brasileiro chamado de “o Letterboxd da música”, anuncia o lançamento do SongTiles Originals, um formato editorial desenhado para trazer para o digital a experiência de explorar um disco, de ponta a ponta.
Com o Originals, o SongTiles deixa de ser apenas um app de organização e opinião para se tornar um destino de comunicade, cultura e de resgate de memória. “Sempre fui obcecado por álbuns e não via nenhum app que tratasse os discos com o peso que eles têm na minha vida”, diz Pedro Favaretto, criador do SongTiles. O novo formato permite que artistas e selos criem experiências imersivas para seus álbuns, incluindo capas e contracapas em alta resolução, fotos de bastidores, demos e, crucialmente, os créditos completos de todos os envolvidos, de produtores a designers e roadies, com links diretos para seus perfis no Instagram ou canais de contato.
A volta do encarte, agora no digital
Um dos maiores gargalos da indústria atual é a invisibilidade dos profissionais de bastidores. No SongTiles Originals, a ficha técnica deixa de ser um texto escondido para se tornar uma vitrine interativa, com links diretos para os perfis dos criadores. O formato é flexível: serve tanto para celebrar lançamentos quanto para reativar catálogos históricos ou álbuns que completam aniversários marcantes, dando a eles uma “edição definitiva” no mundo digital.

Álbum novo da Catto estreia o formato
Na primeira edição, o SongTiles Originals traz o álbum Caminhos Selvagens, da cantora Catto, que completa um ano em 2026 e consolida seu lado compositora sob uma estética rock-pop intensa. A escolha da Catto para inaugurar o formato Originals é estratégica e simbólica. Com uma trajetória marcada pela versatilidade e por parcerias que cruzam gerações — colaborando com nomes como Ney Matogrosso, Zélia Duncan e Maria Bethânia —, a artista gaúcha personifica o conceito de “obra completa”.
SongTiles vai além do play
Diferente das plataformas de streaming, que focam na métrica do play, o app foca na experiência do fã, funcionando como uma camada social e visual complementar. Enquanto a música toca no player de preferência, seja no Spotify, Apple Music ou outro, o usuário navega pelo universo visual do artista no SongTiles, escreve reviews e organiza sua biblioteca pessoal através de tags e prateleiras.
O aplicativo também tem a função “shake to pile”: ao chacoalhar o celular, surge uma lista de álbuns aleatórios da sua coleção, para resgatar títulos esquecidos na biblioteca.
Com apenas alguns meses de vida e crescimento 100% orgânico, o SongTiles já ultrapassou a marca de 3 mil usuários cadastrados. Mantém uma comunidade vibrante que já registrou milhares de reviews e notas. O projeto já foi selecionado para palcos importantes de inovação, como o Rio2C em 2025 e 2026 e o Web Summit Rio 2025.
O aplicativo já está disponível na App Store e tem uma versão para Android em desenvolvimento, com beta fechado já disponível. O plano Pro oferece recursos avançados de personalização para quem quer personalizar ainda mais sua coleção.









