Boy Harsher gerou choque térmico em meio às temperaturas frias do Primavera Sound São Paulo

Com seu synthpop frio e sombrio, o duo estadunidense de música eletrônica Boy Harsher conquistou um público que lutava contra o frio do início da madrugada de domingo no festival Primavera Sound. Logo no início de sua performance, Jae Matthews, a vocalista do grupo, bradou:

“Nós somos uma dupla de dance music, então acho melhor vocês dançarem”. E o público obedeceu — não apenas por ser uma ordem ou para espantar o frio congelante da noite, mas também porque o clima era propício para dançar.

O som que caracteriza Boy Harsher é como uma espécie de revival dos anos oitenta, seja pelo auge do retorno das modas dessa década ou pelo uso da simplicidade que aplica em suas produções. O dueto fala sobre situações do cotidiano com uma pitada de terror, dor e morfina — anestésico este que é introjetado pelo movimento dos corpos.

O dueto se apresentou no palco Elo, espaço onde era possível curtir os shows em pé, na plateia, ou sentado, na arquibancada do sambódromo do Anhembi. O público fiel foi a maioria, e se arriscou na pista de dança, onde cada passo escrevia uma história única. Ao longo de uma hora, o palco em questão se transformou em um grande baile, onde corpos dançavam, ao mesmo tempo, conjuntamente sozinhos.

A empolgação da dupla era nítida, mesmo com o jeito sério e pouco expressivo de Miller, produtor do duo. Jae era quem afirmava, entre uma canção e outra, o que a vinda ao Brasil significava para a banda. Por aqui, antes de seguir para as edições do Primavera Sound no Chile e na Argentina, a Boy Harsher ainda se apresentou em boates paulistanas nas noites que seguiram sua performance eletrizante no Primavera Sound São Paulo.

Por Letícia Finamore

Metajornalista, entusiasta de biografias e criadora compulsiva de playlists.


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